Greve na CPTM derruba movimento no Brás e preocupa comércio às vésperas do Dia dos Pais

Região depende do deslocamento diário de consumidores vindos da zona leste de São Paulo e de cidades da Grande São Paulo

Segundo a entidade, a paralisação reduziu a circulação de clientes no tradicional polo de compras da Capital/Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

A greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM está causando prejuízos ao comércio da região do Brás, em São Paulo, justamente na semana que antecede o Dia dos Pais, uma das datas mais importantes para o varejo no segundo semestre. O alerta foi feito pelo Sindilojas-SP, que aponta queda no fluxo de consumidores e dificuldades para manter as operações das empresas.

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Os ferroviários de São Paulo decidiram aprovar a greve da categoria durante assembleia realizada nesta segunda-feira (3/8), realizando a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na madrugada desta terça-feira (4/8).

Segundo a entidade, a paralisação reduziu a circulação de clientes no tradicional polo de compras da Capital, afetando diretamente as vendas. Além disso, muitos trabalhadores enfrentam dificuldades para chegar ao trabalho, provocando atrasos e impactando o funcionamento das lojas.

Queda no movimento afeta vendas no Brás

De acordo com o Sindilojas-SP, os efeitos da greve são sentidos principalmente pelas pequenas e médias empresas instaladas no polo confeccionista do Brás. A região depende do deslocamento diário de consumidores vindos da zona leste de São Paulo e de cidades da Grande São Paulo, público que utiliza as linhas da CPTM para realizar compras.

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Com menos clientes circulando pelas ruas e centros comerciais, lojistas registram redução nas vendas em um período considerado estratégico para impulsionar o faturamento do setor.

Entidade pede solução rápida para minimizar prejuízos

O Sindilojas-SP ressalta que a paralisação acontece em um momento decisivo para o comércio, às vésperas do Dia dos Pais, quando muitos estabelecimentos esperam aumento na demanda.

A entidade lamentou os impactos provocados pela greve e defendeu que as partes envolvidas cheguem a um acordo o quanto antes. Segundo o sindicato, uma solução rápida é fundamental para garantir o direito de ir e vir da população e reduzir os prejuízos enfrentados tanto pelos comerciantes quanto pelos consumidores.