A manhã desta segunda-feira (11/5) começou com grande possibilidade de greve nas linhas operadas pelo Metrô de São Paulo.
O Sindicato dos Metroviários publicou um comunicado oficial pautando novamente concurso público, plano de saúde e outras negociações.
Segundo a entidade, uma assembleia decisiva será realizada nesta terça-feira (12/5), às 18h30, para definir se a categoria entrará em greve a partir da 0h de quarta-feira (13/5).
No texto divulgado, o sindicato afirma que os funcionários estão trabalhando com redução no quadro de trabalhadores em comparação aos últimos dez anos.
Se aprovado em assembléia, greve pode ter início já às 0h de quarta-feira (13/5) Reprodução/TV GloboA categoria também critica a ausência de concursos públicos e aponta avanço da terceirização em setores do sistema.
Outro ponto citado pelos metroviários envolve o plano de saúde dos funcionários.
De acordo com o comunicado, a categoria questiona possíveis mudanças nos custos do benefício, incluindo aumento nos descontos aplicados nos salários e cobranças maiores em procedimentos médicos.
Além do concurso público e das discussões sobre o plano de saúde, os trabalhadores também reivindicam negociações relacionadas à Participação nos Resultados (PR) de 2026 e ao plano de carreira.
A assembleia acontecerá na sede do sindicato, localizada na Rua Padre Adelino, 700, no Belém, Zona Leste da capital paulista.
Caso a paralisação seja aprovada, a greve deve atingir as linhas operadas pelo metrô já na quarta-feira (13/5).
Catraca livre
Em comunicado divulgado no site oficial, o sindicato informou que a paralisação poderá ser cancelada caso o governo estadual e a direção do Metrô avancem nas negociações e atendam às reivindicações apresentadas pela categoria.
A entidade também voltou a propor a liberação gratuita das catracas durante a possível greve.
Segundo os metroviários, a operação do sistema poderia ser mantida caso o governo autorize o acesso sem cobrança de tarifa aos passageiros.
