Nesta segunda-feira (1º), a cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, atingiu a capacidade máxima de ocupação dos leitos públicos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A gestão municipal informou que parcerias com redes privadas serão realizadas para ampliar a quantidade de leitos do município.
Entretanto, mesmo com a ocupação dos leitos de UTI atingindo o limite máximo, houve uma queda na ocupação de leitos de enfermaria, chegando a 75,2%, no sábado (30) a taxa era de 84,9%.
Em entrevista ao jornal “Bom Dia SP’’ na manhã desta segunda, o secretário de Governo de Guarulhos, Edimilson Americano, revelou que a quantidade de leitos será duplicada. “Nós estamos aumentando a nossa capacidade, nos próximos 10 ou 15 dias, praticamente dobrando a nossa capacidade nos leitos municipais. Estamos passando de 38 [leitos] no município para mais 38. Sendo que nós temos 40 do estado.”
Até esta segunda-feira (1º), segundo o último boletim divulgado pela Prefeitura de Guarulhos, a cidade possuía 3.056 casos confirmados e 293 mortes pela Covid-19.
FLEXIBILIZAÇÃO.
Na semana passada, o governo de São Paulo anunciou o Plano São Paulo, com medidas para o retorno econômico do Estado. A flexibilização foi distribuída em cinco etapas, cada região será avaliada individualmente.
O prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (Guti), revelou que a cidade não foi informada previamente. “Não teve nenhuma decisão comunicada a nós previamente, nem uma tomada de decisões foi comunicada as regiões aqui do Alto Tietê. O governo do estado sempre veio pedindo para que a gente tomasse decisões em conjunto porque as pessoas trabalham em uma cidade, moram em outra e Guarulhos. São Paulo tem o maior movimento pendular do Brasil e a gente sabe que isso vai fortalecer o comércio, vai fortalecer a retomada em São Paulo e vai prejudicar a nossa região de Guarulhos. Por isso que a gente defende que tenha que tudo ser feito da melhor maneira e tomada a decisão em conjunto”, informou Guti.
De acordo com o plano, as cidades que tiverem disponibilidade de leitos de UTI públicos e privados, redução no número de casos da doença, com manutenção do distanciamento social nos ambientes públicos e uso obrigatório de máscaras poderão iniciar a flexibilização.
