Harvard chega às escolas de SP e quer revolucionar português e matemática

Ação ocorre no momento em que a rede estadual registra avanço no desempenho dos alunos

Segundo o secretário Renato Feder, a parceria com Harvard chega para reforçar o pacote de ações já em andamento

Segundo o secretário Renato Feder, a parceria com Harvard chega para reforçar o pacote de ações já em andamento | Reprodução/Site/Harvard University

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) firmou uma parceria inédita com a Universidade Harvard para desenvolver e testar políticas públicas voltadas à melhoria do aprendizado em língua portuguesa e matemática na rede estadual.

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O acordo, assinado nesta semana com o Education Lab for Latin America (ELLA), ligado à Harvard Graduate School of Education, marca a entrada de São Paulo em uma rede global de pesquisa aplicada em educação. A iniciativa conta ainda com apoio da Associação Parceiros da Educação.

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A cooperação ocorre no momento em que a rede estadual registra avanço no desempenho dos alunos, pois a cidade de São Paulo voltou a crescer em português e matemática em todos os anos avaliados pelo Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) 2024.

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Segundo o secretário Renato Feder, a parceria com Harvard chega para reforçar o pacote de ações já em andamento. 

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Recentemente, um estudo publicado na revista Psychological Science, liderado por Joshua Hartshorne, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em parceria com Harvard, revelou se existe ou não uma idade específica em que o cérebro humano atinge seu máximo potencial intelectual.

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Como vai funcionar

O acordo prevê a criação de um Comitê de Gestão Conjunta, responsável por definir prioridades, supervisionar pesquisas e acompanhar projetos-piloto nas escolas da rede. A parceria inclui:

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  • troca de conhecimento em workshops e reuniões técnicas;
  • desenvolvimento de estudos e políticas baseadas em evidências;
  • programas-piloto em escolas da rede;
  • avaliações de impacto que utilizam métodos matemáticos para medir resultados reais em sala de aula.

A fase inicial vai priorizar a redução das desigualdades educacionais e a garantia do direito de aprender, segundo Jair Ribeiro, fundador e presidente da Parceiros da Educação. Ele destaca que o trabalho envolve currículo, formação de professores, material pedagógico, componentes socioemocionais e gestão escolar.

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Rede de colaboração

A parceria prevê ainda envolver mais universidades brasileiras, secretarias municipais de educação e organizações do terceiro setor para fortalecer a pesquisa aplicada, a inovação e a escala das políticas educacionais no estado.

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Atualmente, a Parceiros da Educação já atua em mais de 740 escolas, alcançando cerca de 7,5 milhões de estudantes. Para Jair Ribeiro, a colaboração entre governo, academia e sociedade civil é o caminho para transformar evidências científicas em ações reais na ponta.