O norte-americano William “Bill” Stains alcançou um feito extraordinário que une burocracia e afeto. Aos 74 anos e 303 dias, ele conquistou o título de pessoa mais velha do mundo a passar por um processo de adoção, segundo o Guinness World Records.
O Tribunal de Órfãos da Pensilvânia finalizou o processo em 12 de novembro de 2020, tornando-o oficialmente filho de Ryan e Jessica Fiscus.
Em contrapartida, outro recorde quebrado nos EUA choca pela jovialidade do detentor: um jovem de 16 anos que se tornou o professor universitário mais jovem do mundo.
O início de um laço eterno com a adoção mais velha do mundo
A história desta família improvável começou muito antes da decisão judicial. Ryan Fiscus conheceu Bill ainda na infância, quando o agora “filho” atuava como árbitro em suas partidas de beisebol juvenil.
Mesmo após mudanças de endereço, o contato entre os dois permaneceu vivo, pois Bill também lecionava em uma escola primária próxima à nova residência do amigo.
Com o passar dos anos, Bill integrou-se totalmente à rotina do casal. Além de compartilharem partidas de bingo e passeios de motocicleta, eles realizavam juntos trabalhos voluntários. Essa proximidade transformou o antigo treinador em um membro essencial do núcleo familiar.

De uma brincadeira ao registro oficial
O desejo de formalizar o parentesco surgiu por uma necessidade prática, mas carregada de simbolismo. Os três atuavam em uma organização de apoio a veteranos de guerra, na qual Bill desejava se tornar membro efetivo.
Contudo, o regulamento da instituição exigia um vínculo familiar direto com um veterano para a filiação plena.
Durante uma conversa descontraída na garagem, Ryan sugeriu a adoção como solução para o impasse burocrático.
Embora a ideia tenha surgido como uma piada, Bill aceitou prontamente o convite. Visto que Bill perdeu seus pais biológicos em 2003, a oportunidade de ganhar uma nova família tocou seu coração.
Um recorde mundial de amor
Atualmente, a família celebra anualmente o aniversário da adoção e compartilha todas as datas festivas. Jessica Fiscus reforça que o sentimento pelo “novo filho” é genuíno e profundo.
“Nós o amamos como se fosse nosso”, afirmou ela ao destacar que a idade não altera a intensidade do cuidado.
Bill, por sua vez, expressa profunda gratidão pelo gesto que mudou sua vida e o transformou em recordista mundial. Ele acredita que essa nova fase o tornou uma pessoa melhor, focada em valorizar os outros acima de si mesmo.
Conforme os registros do Guinness confirmam, este caso prova que nunca é tarde demais para encontrar um lar definitivo.
