Jardim comunitário é exemplo de preservação na Baixada Santista

O espaço, situado em Itanhaém, possui mais de 200 espécies de plantas e árvores frutíferas

A professora aposentada Regina Muri transformou um depósito de entulho e mato em um jardim comunitário

A professora aposentada Regina Muri transformou um depósito de entulho e mato em um jardim comunitário | Nair Bueno/ DL

Preservar a natureza e deixar o local mais bonito e agradável aos moradores do bairro Vila São Paulo. Essa é a proposta da professora aposentada Regina Muri, que transformou um depósito de entulho e mato em um jardim comunitário na marginal da rua José Mendes de Araújo, na Vila São Paulo, em Itanhaém.

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A professora começou o jardim comunitário “Daniel Ribeiro” no final de 2019. O espaço possui mais de 200 espécies de plantas e árvores frutíferas, entre elas abacate, mamão, manga, limão, amora, pitanga, goiabeira, acerola, romã e ameixa.

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Além das espécies arnica, dinheiro em penca, cactos, maria sem vergonha, boldo, orquídea, espada de são Jorge, suculentas, primavera, girassóis, ora-pro-nóbis e ipê.

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“No início da pandemia, em 2020, tivemos que parar por dois anos e o mato tomou conta de tudo, mas retomei no ano passado”, explica.

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O jardim foi, então, ampliado com a ajuda de moradores e comerciantes vizinhos. Eles conseguiram a instalação de uma caçamba, na esquina da rua João Mariano Ferreira e a rua José Mendes de Araújo.

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Segundo Regina, a empresa responsável pela ferrovia faz a roçada somente duas vezes por ano. Mas ela também faz a limpeza para abrir os caminhos e os canteiros para o plantio de mudas.

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“Outro dia um catador de recicláveis trouxe umas mudas de cactos para o jardim e aproveitamos para fazer um dos canteiros”.

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Há outro canteiro feito com tubos de concreto que ela pintou de rosa, em homenagem às mulheres. Todos os materiais são objetos reaproveitados como garrafas pets, pneus, garrafas plásticas de leite, madeiras e troncos de árvores.

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Os trabalhos de decoração e pintura nos canteiros também são feitos pela professora, o que deixa o local mais bonito e atraente.

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“Muitas pessoas vêm para observar, tirar fotos do jardim, além de se inspirar para fazer igual em casa. É uma maneira de fazer um canteiro barato e proteger as plantas”, salienta.

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Na parte de baixo, próxima à linha férrea, ela está ampliando o jardim com diversas mudas de flores e árvores frutíferas. Alguns canteiros já estão sendo preparados com pneus decorados que vão receber as próximas mudas.

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CUIDADOS DIÁRIOS.

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Todos os dias pela manhã, a professora vistoria o jardim, tira o mato e cuida das plantas. Se tem mudas novas, ela também faz o plantio.

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“Sempre faço os canteiros com espécies semelhantes. E se torna uma florestinha em cada um”, completa.

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Para conscientizar os visitantes, há placas com os dizeres: “Natureza: preserve, cuide, bem-vindo, árvore é vida”; “Não tire nada, por favor só aprecie”; “O que somos nós levamos, o que temos nós deixamos”.

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“Uma senhora contou que viu o pé de boldo no jardim e pegou, devido a uma dor no estômago. Mas ela viu as placas com os avisos para não tirar e pediu desculpas”, lembra.

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ALUNOS.

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No ano passado, um colégio particular da Cidade procurou a professora para agendar uma visita dos alunos e realizar uma atividade de plantio de mudas. Os alunos plantaram cinco mudas de árvores em um local já reservado.

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Outra visita dos alunos do colégio está prevista para acontecer neste mês, para o plantio de novas mudas.

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A professora Regina pretende seguir cuidando do jardim. “A ideia é continuar plantando. Espero que as pessoas colaborem e se conscientizem para manter a natureza sempre preservada”, conclui.