Duas crianças de Itanhaém, no litoral de São Paulo, passaram por uma experiência asquerosa durante um lanche da tarde.
Elas encontraram bolores esverdeados e um odor repulsivo em diversas unidades de bolinhos de chocolate da marca Bauducco. O incidente motivou uma ação judicial que agora obriga a fabricante a indenizar a família por danos morais.
Bauducco com bolinho mofado? O lanche que virou pesadelo
No dia 14 de maio de 2026, os menores de 6 e 11 anos abriram a quarta unidade de um pacote que continha 15 bolinhos.
Embora o produto apresentasse um prazo de validade até julho daquele ano, seis das embalagens escondiam densas colônias de fungos.
Consequentemente, o aspecto deteriorado do alimento frustrou a expectativa das crianças e causou um estado imediato de nojo e náusea.
Os pais compraram o lote apenas dois dias antes do ocorrido. De acordo com o relato do caso, o cheiro forte do mofo surpreendeu os pequenos assim que eles abriram os pacotes sucessivos para tentar encontrar um doce próprio para o consumo.
A decisão da Justiça
Diante da gravidade da situação, o juiz Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, da Justiça de Itanhaém, condenou a Pandurata Alimentos — responsável pela Bauducco — a pagar R$ 3 mil para cada criança.
Além dessa quantia, a empresa precisa reembolsar os R$ 31,35 que a família investiu na compra dos 15 bolinhos.
O magistrado fundamentou sua decisão no Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade objetiva do fabricante sobre os defeitos de seus produtos.
Segundo o juiz, a presença do mofo expôs os menores a um risco concreto de intoxicação alimentar, mesmo sem a ingestão efetiva do alimento estragado.
O advogado da família ressaltou que a lei brasileira não exige que o consumidor passe mal para ter direito à reparação, bastando a exposição ao risco.
O que diz a fabricante?
Durante o processo, a Bauducco alegou que as manchas nas fotos poderiam indicar fenômenos físicos do chocolate, como o ‘fat bloom’, que ocorre devido a variações térmicas. No entanto, o juiz descartou essa hipótese, pois as imagens provaram a existência de vida fúngica ativa no alimento.
Por meio de nota oficial, a Pandurata Alimentos reafirmou seu compromisso com a qualidade e destacou que possui certificações internacionais de segurança.
A companhia também apontou que o consumidor não disponibilizou o produto para uma análise técnica interna. Por fim, a empresa declarou que apresentará recurso contra a sentença de primeira instância no Tribunal de Justiça de São Paulo.
