O início de 2026 foi marcado por um alto número de ocorrências de afogamento nas praias do litoral paulista.
Apenas nos três primeiros dias do ano, dez pessoas perderam a vida no mar, enquanto outras 334 foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros, segundo balanço do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).
Os registros indicam que o sábado (3/1) concentrou a maior gravidade das ocorrências, com quatro mortes. Nos dias 1º e 2 de janeiro, foram confirmados três óbitos em cada data.
As mortes se distribuíram por diferentes municípios do litoral, com maior número de casos em Bertioga, Ubatuba e Itanhaém, que tiveram dois registros cada. Guarujá, Praia Grande, São Vicente e Ilha Comprida também contabilizaram uma morte por afogamento no período.
No fim da tarde de sábado, um soldado do Exército de 19 anos desapareceu no mar de Mongaguá, no litoral de São Paulo, ao tentar salvar o irmão de 30 anos de afogamento. O familiar mais velho se salvou.
Resgates
O volume de resgates reforça o cenário de risco nas praias durante o feriado prolongado. São Sebastião liderou o número de salvamentos, com 98 pessoas retiradas do mar em situação de perigo. Na sequência aparecem Guarujá, com 84 resgates, e Ubatuba, com 54.
Ao longo dos três dias, os bombeiros realizaram 167 salvamentos no dia 1º de janeiro, 113 no dia 2 e outros 54 no sábado.
Além das ocorrências confirmadas, uma pessoa continua desaparecida em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, conforme informou o Corpo de Bombeiros.
O GBMar também aponta que, entre 1º de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026, foram registradas 21 mortes por afogamento em toda a costa paulista.
No mesmo intervalo, 1.182 pessoas foram salvas, além de mais de 400 mil ações preventivas realizadas pelos bombeiros, incluindo 20 resgates com o apoio de aeronaves.
