Mais de 20 anos depois, Rodoanel não foi concluído e deve ficar para 2023

Trecho norte é o último que falta para conclusão do anel viário; obras que começaram em 2013 foram paralisadas por superfaturamento e só devem ser retomadas em 2022

Trecho Norte do rodoanel está paralisado desde 2018

Trecho Norte do rodoanel está paralisado desde 2018 | /Divulgação Governo do Estado

Prometido para ser entregue em 2016, o trecho norte do Rodoanel Mário Covas deve ser concluído apenas em 2023. Este é o último trecho para a conclusão do anel viário com 176,5 km que conecta as vias mais importantes do Estado. Iniciado em 1998, o projeto viário é considerado o maior da América do Sul e tem o objetivo de desafogar o trânsito das Marginais Tietê e Pinheiros, na Capital. O primeiro trecho do rodoanel, o oeste, foi entregue em 2002.

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As obras do trecho Norte, começaram em 2013, já com atraso e foram interrompidas diversas vezes. A última paralisação, em 2018, motivada por investigação de superfaturamento na obra no valor de R$ 600 milhões, envolvendo a estatal Dersa.

O trecho norte do Rodoanel terá 44 quilômetros de extensão, passando pelos municípios de São Paulo, Arujá e Guarulhos, e mantendo uma ligação exclusiva de 3,6 quilômetros com o Aeroporto Internacional de Cumbica. Quando concluído e entregue, o trecho se ligará com outros quatro distribuídos na Grande São Paulo, formando um anel em volta da região metropolitana. (veja abaixo cada trecho)

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RETOMADA

Após dois anos de obras paralisadas, em setembro de 2020, João Doria anunciou a publicação de um edital de licitação para a retomada do trecho norte. O edital foi publicado no Diário Oficial no dia 10 de setembro de 2020, e previa um investimento de mais R$ 1,6 bilhão. Porém, em outubro do mesmo ano o Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP) determinou a paralisação da licitação. Na época, o conselheiro do TCE, Dimas Ramalho aceitou representações feitas contra o edital. O conselheiro concluiu que havia indícios de irregularidades e infrações à lei de licitações.

A obra tinha orçamento original de R$ 4,3 bilhões em 2014, mas já consumiu R$ 6,85 bilhões. O valor final pode atingir cerca de R$ 9 bilhões.

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Procurada pela reportagem, a Secretaria de Logística e Transportes (SLT) disse que “após a suspensão do edital de licitação das obras do trecho norte do Rodoanel pelo TCE em outubro de 2020, o Conselho Gestor de Concessões e PPPs, do Governo de SP, decidiu iniciar um novo modelo de concorrência por concessão para finalizar as obras”.

Ainda segundo a pasta de João Doria, “até dezembro de 2021, a expectativa é assinar o contrato com retomada das obras, que terá um sistema de inteligência inédito de monitoramento e compliance para aumentar a transparência”.

Após a assinatura para a retomada das obras, o trecho deverá ser entregue em até dois anos.

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ACOMPANHAMENTO

Para evitar novos adiamentos na entrega dos serviços, o governo de SP, disse que as obras no trecho vão ganhar um sistema de acompanhamento e compliance para aumentar a transparência da obra. Uma central de monitoramento vai funcionar 24 horas por dia com imagens de câmeras e drones espalhados pelos seis lotes. As informações estarão disponíveis em um portal.

Além disso, um sistema de rastreamento com chips também será instalado em todos os veículos da obra – caminhões e tratores – para acompanhar os trabalhos em tempo real.

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RODOANEL MÁRIO COVAS

Trecho Oeste

O trecho Oeste foi inaugurado em 2002 e assumido pela concessionária CCR RodoAnel. Com extensão de 32 quilômetros, o trecho interliga cinco das dez grandes rodovias que chegam à região Metropolitana de São Paulo: Régis Bittencurt, Raposo Tavares, Presidente Castelo Branco, Anhanguera e Bandeirantes. De acordo com a CCR Rodoanel, o trecho recebe cerca de 240 mil veículos por dia.

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Trecho Sul

O trecho Sul do Rodoanel, inaugurado em abril de 2010, conta com uma extensão de 61,4 quilômetros, com início no trecho Oeste, no entroncamento com a rodovia Régis Bittencourt, na altura do município de Embu das Artes, atravessando as cidades de Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo e Ribeirão Pires e termina na interseção de acesso à Avenida Papa João XXIII, em Mauá, e do início do trecho Leste. O trecho também conta com os acessos às rodovias Imigrantes e Anchieta. De acordo com a concessionária SPMar, o trecho recebe cerca de 44 mil veículos por dia.

Trecho Leste

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O trecho Leste possui cerca de 43,5 quilômetros e interliga o final do trecho Sul, desde a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, até a rodovia Presidente Dutra, em Arujá. O traçado percorre o território em seis municípios: Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. Esta alça facilita a interligação do cinturão verde do estado, o Alto Tietê, até as principais rodovias do País. De acordo com a concessionária SPMar, o trecho inaugurado em julho de 2014, recebe cerca de 24 mil veículos por dia.