Francisco de Assis Pereira, conhecido como “Maníaco do Parque“, poderá deixar a prisão em 2028, após cumprir 30 anos de detenção, período máximo de cumprimento de pena previsto pela legislação brasileira vigente na época de sua condenação.
A possibilidade de liberdade preocupa sobreviventes e familiares das vítimas. Em entrevista à Record TV, uma das mulheres que escapou dos ataques afirmou temer o retorno do criminoso ao convívio social. Segundo o relato, Francisco abordava mulheres com a falsa promessa de ensaios fotográficos, alegando ser agente de modelos, antes de levá-las para áreas isoladas da mata, onde cometia os crimes.
Francisco foi condenado pela morte de sete mulheres e por ataques a outras nove que sobreviveram, embora ele tenha confessado ter assassinado 11 mulheres. Os crimes ocorreram entre janeiro e julho de 1998, principalmente no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, na zona sul da capital paulista.
Preso no Rio Grande do Sul em agosto de 1998, Francisco foi diagnosticado com transtorno de personalidade antissocial. Segundo a emissora, o Ministério Público estuda alternativas jurídicas para tentar impedir que ele seja colocado em liberdade ao término do período máximo de cumprimento da pena.
Em 2024, a história do serial killer deu origem ao filme “Maníaco do Parque”, que está no ar pela Prime Video, empresa de streaming da Amazon.
Mãe diz que não pretende recebê-lo em casa
Em entrevista ao jornal O Globo, a mãe de Francisco, Maria Helena de Souza Pereira, de 77 anos, afirmou que não pretende receber o filho caso ele deixe a prisão. Segundo ela, o criminoso recebe cartas de mulheres que dizem ser apaixonadas por ele e uma delas, que mora em Portugal, poderia acolhê-lo.
Maria Helena afirmou ainda que não visita o filho há mais de dez anos por dificuldades financeiras e disse não saber se ele está preparado para viver novamente em sociedade.
Conhecido como o maior serial killer da história do Brasil, Francisco de Assis Pereira atraía vítimas jovens ao se apresentar como fotógrafo ou caça-talentos. As investigações apontaram que ele levava as mulheres para a mata do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, onde cometia estupros e assassinatos. A polícia encontrou seis corpos na região durante as investigações, e outras vítimas sobreviveram e o reconheceram posteriormente.
