Uma menina de 11 anos morreu após ficar com o cabelo preso no sistema de sucção de uma piscina infantil em um resort na cidade de Sestri Levante, no litoral norte da Itália. O acidente ocorreu na última quarta-feira (15/7), e a morte foi confirmada na madrugada de sexta-feira (17/7), após mais de um dia de internação em estado grave.
A vítima, identificada como Alice, era moradora de Milão e passava férias com a família no resort. Segundo as autoridades italianas, o cabelo da criança ficou preso no ralo da piscina, impedindo que ela voltasse à superfície, apesar de o local ter cerca de um metro de profundidade.
De acordo com a investigação, outra criança percebeu que Alice não emergia da água e alertou os adultos. O proprietário do resort entrou na piscina e utilizou uma faca para cortar o cabelo da menina e retirá-la do sistema de sucção. Em seguida, iniciou as manobras de reanimação cardiopulmonar e utilizou um desfibrilador até a chegada das equipes de emergência.
Alice foi levada de helicóptero ao Hospital Pediátrico Gaslini, em Gênova, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos.
As autoridades informaram que, durante a perícia, foi constatada a ausência da sinalização obrigatória indicando que crianças menores de 12 anos devem permanecer acompanhadas por um adulto nas piscinas.
O Ministério Público de Gênova abriu um inquérito para investigar o caso por suspeita de homicídio culposo por negligência. A Guarda Costeira e os Carabinieri também participam das investigações para apurar as circunstâncias do acidente.
Após a morte da menina, o ministro italiano da Proteção Civil e das Políticas do Mar, Nello Musumeci, defendeu o endurecimento das normas de segurança em piscinas públicas e privadas. Segundo ele, cinco crianças morreram em acidentes semelhantes na Itália nos últimos três meses.
