Ministério da Saúde afirma haver surto ativo de sarampo em São Paulo após 15º caso no estado

Surto ativo é confirmado quando são registrado casos interligados que geram cadeia de transmissão viral concentrada em uma ou mais regiões

A vacina contra o sarampo segue disponível nos postos de saúde

A vacina contra o sarampo segue disponível nos postos de saúde / Marcello Camargo/Agência Brasil

O município de Guarulhos, na Grande São Paulo, registrou nesta quinta-feira (30/7) seu primeiro caso de sarampo desde 2020. A vítima é uma criança de um a dois anos, sem histórico de vacinação, segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

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Com esse novo caso, o estado de São Paulo chega a 14 casos registrados somente em 2026. Os casos registrados neste ano envolvem bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos, indicando que o vírus pode atingir diferentes faixas etárias.

Para o Ministério da Saúde, esse dado representa um surto ativo, quando são registrado casos interligados que geram cadeia de transmissão viral concentrada em uma ou mais regiões.

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo. A transmissão se dá pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.

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Ministério da Saúde amplia recomendação de vacinação

O Ministério da Saúde recomendou nesta semana que os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo, no estado de São Paulo, ampliem a oferta da vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade, de forma indiscriminada, durante a Campanha de Multivacinação, que acontecerá entre 3 de agosto e 1º de setembro.

A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença, que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades.

Quem deve se vacinar

Além da dose zero nos três municípios prioritários, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) orienta que:

  • Crianças recebam a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a tetraviral, aos 15 meses;
  • Pessoas de 5 a 29 anos comprovem duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
  • Pessoas de 30 a 59 anos tenham pelo menos uma dose registrada;
  • Profissionais da saúde comprovem duas doses, independentemente da idade.