Moradores de São Caetano vivem mais: mapa mostra diferença de 16 anos na expectativa de vida da Grande SP

Estudo compara indicadores de saúde e qualidade de vida em 39 cidades

2) Com uma taxa de alfabetização de 98,8% e uma taxa de homicídios de apenas 1,2 por 100.000 habitantes, a cidade de São Caetano do Sul se destaca por suas ruas 100% asfaltadas e cobertura total de água e esgoto. Foto: Divulgação/Prefeitura de São Caetano do Sul

Diferença na idade média ao morrer entre São Caetano do Sul e Francisco Morato chega a 16 anos, segundo o estudo. Foto: Divulgação/Prefeitura de São Caetano do Sul

O levantamento do Mapa da Desigualdade da região metropolitana de São Paulo revelou, nesta quinta-feira (6/8), diferenças na expectativa de vida entre os municípios. O estudo compara 40 indicadores das 39 cidades da Grande SP para mostrar como fatores urbanos influenciam as condições de vida da população.

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São Caetano registra maior idade média ao morrer na região

O estudo aponta que moradores de São Caetano do Sul vivem, em média, 76 anos. O município apresentou a maior idade média ao morrer entre as cidades analisadas no levantamento.

Na comparação com Francisco Morato, que registrou a menor média da Grande São Paulo, a diferença chega a 16 anos. Na cidade da região metropolitana, a idade média ao morrer ficou em 60 anos.

O dado faz parte do Mapa da Desigualdade da Grande São Paulo, elaborado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis. A pesquisa reúne informações oficiais de órgãos como IBGE, DataSUS, Inep e Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).

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Mapa da Desigualdade compara municípios da Grande SP

O levantamento analisou indicadores relacionados a áreas como saúde, educação, habitação, segurança pública, mobilidade, infraestrutura, meio ambiente, cultura e renda.

A proposta é apresentar diferenças entre os municípios e auxiliar na criação de políticas públicas para reduzir desigualdades regionais.

Segundo os dados do estudo, a diferença entre São Caetano e Francisco Morato mostra como as condições oferecidas pelas cidades podem influenciar indicadores sociais, incluindo a longevidade da população.

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A região metropolitana de São Paulo reúne mais de 21 milhões de habitantes e possui municípios com diferentes estruturas de serviços públicos e infraestrutura urbana.

São Caetano aparece no topo do ranking geral

Além do indicador de longevidade, São Caetano do Sul também ficou na primeira posição do ranking geral do Mapa da Desigualdade, com 29 pontos.

A classificação considera o conjunto dos 40 indicadores avaliados pelo levantamento. Depois de São Caetano, aparecem Santana de Parnaíba, Ribeirão Pires, Vargem Grande Paulista e Poá entre os melhores resultados.

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Na parte inferior da lista estão Pirapora do Bom Jesus, Francisco Morato, Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes. A cidade de São Paulo ficou na 16ª colocação.

Diferenças entre cidades próximas chamam atenção no estudo

O levantamento destaca que municípios próximos podem apresentar resultados diferentes em áreas essenciais para a população.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, a análise ajuda a identificar desafios relacionados ao acesso a serviços públicos e às condições de vida em cada cidade.

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Os dados também permitem comparar avanços e dificuldades dos municípios que fazem parte da mesma região metropolitana, mas possuem realidades distintas.

O Mapa da Desigualdade da Grande São Paulo utiliza bases públicas para reunir informações sobre saúde, infraestrutura e outros fatores que afetam o cotidiano dos moradores.

O resultado mostra que São Caetano apresenta um dos maiores índices de longevidade da região, enquanto outras cidades enfrentam desafios maiores para ampliar as condições que influenciam a qualidade de vida.