MP enxerga crime cometido por Robinho como ‘hediondo’

Defesa do ex-jogador solicita pela redução da pena em regime fechado através da descaracterização do crime como 'hediondo' para 'comum'

Robinho estava preso na Penitenciária 2, em Tremembé, no interior de São Paulo, pelo crime de estupro

Robinho está preso na Penitenciária 2, em Tremembé, no interior de São Paulo, pelo crime de estupro | Reprodução/Record Tv

O Ministério Público de São Paulo negou pedido da defesa de Robinho, que tentava mudar a classificação do crime pelo qual foi enquadrado, de “hediondo” para “comum”. A apelação tinha como objetivo diminuir a pena do ex-jogador.

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O ex-atleta está preso na Penitenciária 2, em Tremembé, no interior de São Paulo, por participar de um estupro coletivo na Itália, em 2013.

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O que disse o MP?

“Distintamente do que sustenta a defesa”, a promotora Érica Vieira de Loiola Sousa afirma que, segundo a legislação nacional, o crime de estupro é classificado como hediondo desde 2009.

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“É indiferente para a configuração da hediondez deste delito a incidência de majorante ou não. Uma vez praticado o verbo nuclear do tipo penal classificado como hediondo, ainda que permeado de circunstâncias que elevam a respectiva pena, o crime permanecerá com seu caráter hediondo. E, em razão disso, deverá aquele que o praticou sofrer as consequências previstas na legislação penal brasileira”, disse a promotora.

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O que a defesa quer?

O recurso utilizado pela defesa de Robinho quer diminuir sua pena em regime fechado, que, de acordo com a condenação, é de nove anos com progressão após cumprimento de 40% da pena.

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Caso a Justiça acate ao pedido, a pena do ex-jogador seria reduzida em 20% e de 3 anos e 7 meses em regime fechado, Robinho cumpriria 1 ano e 8 meses.

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Condenação

O ex-jogador do Santos foi condenado em 2022 por participar de um estupro coletivo na Itália, em 2013. À época Robinho era um dos destaques do Milan e, hoje, ele se encontra na Penitenciária 2, em Tremembé, no interior de São Paulo, segundo informações do “G1”.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita