Uma mulher de 41 anos morreu após ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia realizada no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo.
Segundo familiares, Mariana dos Santos Candido passou por um exame de rotina na unidade de saúde, quando sofreu a perfuração.
Ela foi submetida a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu e morreu na tarde desta quarta-feira (29/7).
De acordo com a família, a paciente não possuía doenças conhecidas e havia realizado o exame por recomendação médica devido ao histórico familiar de câncer colorretal.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que irá apontar a causa da morte por meio de exame necroscópico.
Família questiona procedimento
Os familiares afirmam que foram informados pela equipe médica de que houve uma perfuração no intestino durante a colonoscopia, o que exigiu uma cirurgia de urgência.
Eles também cobram esclarecimentos sobre o atendimento prestado e sobre a empresa responsável pela realização do exame.
Segundo os parentes, o procedimento teria sido feito por um serviço terceirizado que atua dentro do hospital. A família informou ainda que aguarda acesso ao relatório médico para entender as circunstâncias da intercorrência.
O que é uma colonoscopia?
A colonoscopia é um exame utilizado para avaliar o intestino grosso e a porção final do intestino delgado.
O procedimento é considerado um dos principais métodos para o diagnóstico precoce do câncer colorretal e, em geral, é realizado sob sedação.
Embora seja considerado seguro, o exame apresenta riscos raros, entre eles a perfuração intestinal, complicação que pode exigir cirurgia de emergência.
