Mulher que preparou marmitas suspeitas de matar moradores de rua presta depoimento

Em depoimento a mulher disse que a família dela também teria comido os mesmos alimentos, mas não passaram mal; dois homens e um cachorro morreram e outras duas pessoas estão internadas em estado grave

Polícia investiga a motivação das mortes e a identificação dos envolvidos

A investigação apreendeu a comida, que passará por análise para saber se estava estragada ou envenenada | /REPRODUÇÃO

Na tarde desta quarta-feira, a mulher que preparou marmitas suspeitas de matar dois moradores de rua e um cachorro em Itapevi prestou depoimento na Polícia Civil. Além das mortes, outros dois adolescentes que comeram as marmitas seguem internados. Em depoimento, a mulher disse que a família dela também teria comido os mesmos alimentos, mas não passaram mal. Ela foi liberada e o caso é investigado.

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A mulher que prestou depoimento à polícia não teve a identidade divulgada. A investigação apreendeu a comida, que passará por análise para saber se estava estragada ou envenenada.

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Também serão realizados exames nos corpos das vítimas para saber o que os matou. Os sobreviventes também serão examinados para saber se foram intoxicados.

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O caso foi registrado como morte suspeita a esclarecer.

MORTES.

José Luiz de Araújo Conceição, de 61 anos, e Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, de 37, morreram na noite de terça-feira (21) após comeram marmitas distribuídas gratuitamente por voluntários a moradores de rua em razão da pandemia de coronavírus. O cão que estava com eles no posto de combustíveis abandonado também comeu o alimento e morreu em seguida.

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Um comerciante que passava por perto também recebeu as marmitas, mas não comeu na hora. Ele levou pra casa e entregou para mulher, uma moça de 17 anos, e para o filho de 11 anos. Os dois adolescentes comeram o alimento, passaram mal e foram internados em estado grave num hospital.

INVESTIGAÇÃO.

O delegado responsável pela investigação quer ouvir mais voluntários conhecidos por doarem comida na cidade e aguarda o resultados dos exames necroscópicos, que irá apontar a causa das mortes.

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“Tem comida de uma semana que está lá com eles. Pode ser essa comida estragada, que pode ter causado esse óbito, assim como pode ser uma contaminação proposital, um envenenamento. Só os laudos vão ajudar a dar uma resposta”, diz Aloysio Ribeiro, delegado de Itapevi.