Em uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), a angústia enfrentada por mães de autistas ganhou destaque central no plenário.
O ministro Flávio Dino utilizou o relato de uma família brasileira em Fátima, Portugal, para fundamentar seu voto em defesa dos direitos e da proteção aos vulneráveis.
Durante o julgamento, Dino relembrou o encontro ocorrido dois anos antes com um casal do interior de São Paulo, pais de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). N
Na ocasião, a mãe pronunciou um desabafo marcante que marcou a trajetória do magistrado: “Eu não tenho o direito de morrer”.
Ao resgatar a conversa vivida na Europa, o ministro enfatizou que o exercício do poder público deve responder a uma finalidade superior de amparo social.
Para o magistrado, o reencontro com a família brasileira não foi obra do acaso, mas sim um chamado de responsabilidade.
