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Cotidiano

Pais reclamam de falta de desconto em colégios durante pandemia

Grupo de 200 pais pede desconto em colégio de Interlagos; outras escolas criam modelos de cobranças após introdução de ensino à distância

Bruno Hoffmann

05/05/2020 às 13:51  atualizado em 18/05/2020 às 12:04

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Alunos de escola particular pelo sistema de ensino à distância imposto pela pandemia do novo coronavírus

Alunos de escola particular pelo sistema de ensino à distância imposto pela pandemia do novo coronavírus | Arquivo Pessoal

A chegada da pandemia do novo coronavírus à cidade de São Paulo transformou o ano letivo para os estudantes das escolas públicas e privadas da Capital. No caso das particulares, boa parte dos colégios antecipou as férias para o mês de abril e, agora, começa a voltar às aulas pelo sistema de ensino a distância (EaD). Muitos pais e responsáveis, porém, reclamam da falta de desconto na mensalidade mesmo sem as aulas presenciais.

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Um grupo de 200 mães, pais e responsáveis do Colégio A. Einstein, em Interlagos, na zona sul da Capital, criou um grupo para discutir o assunto. Dos debates surgiu um abaixo-assinado com o pedido de desconto na mensalidade. Segundo uma das mães, que preferiu não se identificar, representantes do grupo fizeram uma reunião com a direção do colégio na semana passada, mas, por ora, nada foi resolvido.

“Elas foram conversar na diretoria, para ver se conseguiam liberar um desconto, já que as aulas vão ser EaD e eles vão conseguir diminuir um pouco dos gastos fixos na escola. A princípio, a escola não deu nada de desconto", afirma.

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Descontos em colégios particulares da Capital contatados pela Gazeta vão de zero a 30%

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Segundo ela, os descontos repassados são apenas a quem estava no período integral e estendido, mas a mensalidade regular segue sendo cobrada como antes.

“A mensalidade da parte pedagógica está sendo cobrada normal, sem nenhum desconto", diz a mãe.

Contatada pela Gazeta, a direção do colégio não se posicionou sobre os motivos de manter a mensalidade sob o mesmo preço.

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O caso é semelhante ao Colégio Santa Maria, no Jardim Marajoara, também na zona sul de São Paulo. De acordo com a direção da instituição, a escola manteve os valores das mensalidades, mas as tarifas adicionais dos cursos extracurriculares e do período integral foram suspensas.

Segundo a escola, os professores cumprem a carga horária do ensino presencial no ensino online e usam até oito tipos de mídias para dar aulas ao vivo, gravar videoaulas e sanar as dúvidas dos alunos, o que justificaria a manutenção do valor da mensalidade.

“Em razão do ensino a distância, o departamento de tecnologia da instituição está dando todo o suporte para os professores, que utilizam o estúdio de gravação do colégio para filmar suas aulas, mas também podem elaborar as atividades em casa. Todas as aulas são acompanhadas pela equipe de informática da escola – que dá suporte para o uso das ferramentas disponíveis – e pela coordenação da área pedagógica", diz a instituição, em nota.

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DESCONTOS.

Outra instituição da zona sul, a escola Carandá, na Vila Mariana, usou um modelo diferente para lidar com o tema neste momento de pandemia. Segundo um pai de aluno, que também não quis se identificar, a escola fez uma reunião e mostrou claramente os motivos para manter o valor das mensalidades inalterado.

“A direção abriu as contas para os pais e mostrou que apenas 6% dos gastos gerais do colégio são reduzidos com o EaD. Os gastos com água, luz, telefone, produtos de limpeza e coisas assim de fato são bem pouco comparados com salários, aluguéis etc", explica o responsável pelo estudante.

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Em vez de dar um desconto de 6% para todos, ainda segundo ele, a direção sugeriu manter o valor normal e cobrar menos das famílias mais afetadas economicamente pelo novo coronavírus, a partir do preenchimento de uma ficha detalhada e uma reunião com a direção. "Me pareceu justo e honesto com os pais", diz. Os descontos, nos casos extremos, podem chegar a 30%.

Após contato da Gazeta, a diretora-geral da escola, Ana Cristina Dunker, explica o modelo criado pelo colégio.

“Estamos mantendo a mensalidade para, dessa forma, poder dar desconto aos pais que foram realmente afetados pela crise do novo coronavírus. Fizemos isso avisando aos pais que teríamos uma redução de custos de 6% e que propúnhamos dar descontos desiguais levando em consideração as necessidades diferentes", conta.

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De acordo com ela, a medida permitiu atender muitas famílias graças ao apoio de grande parte da comunidade que não solicitou o desconto.

A proposta com o EaD da instituição é não ser tão diferente quanto o ensino presencial. "Estamos utilizando a plataforma Teams para mantermos o trabalho com os alunos, de maneira diferente em cada segmento da escola. A proposta é nos mantermos fieis ao projeto da escola, de que trabalhamos junto, em contato. E a tecnologia tem sido nossa aliada nisso".

Por fim, a diretora-geral explica que os estudantes mais velhos têm mais autonomia para manter contato direto com os professores em aulas virtuais, grupos pequenos e plantões de dúvidas. "Os mais novos precisam de ajuda constante de seus pais para isso. Assim, vamos propondo atividades que incluam as histórias familiares, como o projeto de escrita de relatos a partir do contato das crianças com seus avós. Contato este que hoje se dá em sua grande maioria via internet também ", diz.

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O Externato Nossa Senhora Menina, na Mooca, zona leste da cidade, resolveu agir de forma linear e deu um desconto de 30% na mensalidade de abril a todos os pais e responsáveis pelos estudantes. Ainda não foi informado se haverá desconto em maio.

“Ressaltamos que esta ação é sem precedente e destacamos que não acarretará qualquer redução na remuneração de nossos colaboradores. Reiteramos aos responsáveis do Período Integral e Extracurriculares que neste mês de abril não será gerado boleto de cobrança", informa a instituição.

A Gazeta entrou em contato com o Externato Nossa Senhora Menina para ter mais detalhes dos modelos de descontos praticados pela instituição, mas não recebeu as respostas até o fechamento desta edição.

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