Parque mais visitado do Brasil troca escala 6×1 por jornada 4×2

Mudança exigiu um aumento de cerca de um terço no quadro de funcionários do empreendimento

Também impulsionado pelo novo ciclo do setor, o Beto Carrero World anunciou um plano de expansão de R$ 2 bilhões

Segundo Murad, funcionários mais descansados e satisfeitos acabam proporcionando um atendimento mais acolhedor aos visitantes/Divulgação

O Beto Carrero World, parque temático mais visitado do Brasil, decidiu abandonar a tradicional escala 6×1 e implementar um novo modelo de jornada de trabalho para seus funcionários. Desde 2024, a empresa vem adotando a escala 4×2, estratégia criada para melhorar a retenção de colaboradores e tornar o ambiente de trabalho mais atrativo.

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A mudança exigiu um aumento de cerca de um terço no quadro de funcionários em cada área operacional, mas, segundo a direção do parque, os resultados têm sido positivos tanto para os trabalhadores quanto para a experiência dos visitantes.

Nova escala virou diferencial para atrair funcionários

De acordo com o CEO do parque, Alex Murad, o novo formato tem ajudado o Beto Carrero a se destacar na disputa por profissionais, especialmente em setores como atendimento ao público e operação de atrações.

“Isso acaba sendo um diferencial importante em disputas por mão de obra”, afirmou o executivo ao destacar que muitos candidatos passaram a priorizar vagas no parque pelos benefícios oferecidos.

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A mudança também teria impacto direto na experiência dos turistas. Segundo Murad, funcionários mais descansados e satisfeitos acabam proporcionando um atendimento mais acolhedor aos visitantes.

Como funciona a escala 4×2 adotada pelo parque

No modelo 4×2, os colaboradores trabalham quatro dias consecutivos e folgam nos dois dias seguintes, em um sistema contínuo de revezamento. Diferente da escala 5×2, baseada na semana tradicional, o formato permite manter equipes em atividade durante todos os dias da semana sem interromper as operações do parque.

A adoção da escala alternativa acontece em meio ao aumento dos debates no Brasil sobre qualidade de vida no trabalho, redução da jornada e o futuro da escala 6×1, alvo frequente de críticas de trabalhadores nas redes sociais.