Na manhã de ontem, a Polícia Federal (PF) de São Paulo deflagrou uma operação internacional contra contrabando de migrantes e lavagem de dinheiro. Oito pessoas foram presas temporariamente. Além das prisões, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Capital, Embu das Artes e Taboão da Serra, na Grande São Paulo e em Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Investigações apontam que os criminosos movimentaram no Brasil US$ 10 milhões entre 2014 e 2019.
Agentes da polícia internacional cooperaram com a Polícia Federal e a agência norte-americana de imigração (U.S. Immigration and Customs Enforcement – ICE).
Os inquéritos começaram em maio de 2018, quando houve a denúncia de que estrangeiros que vivem em São Paulo estavam liderando uma organização criminosa voltada à promoção de migração ilegal de pessoas para os Estados Unidos.
Além da cooperação da polícia internacional, houve ação controlada, interceptação telefônica e de e-mails, quebras dos sigilos bancário e fiscal, dentre outras medidas investigativas.
A polícia apurou que o grupo criminoso providenciava solicitações de refúgio ou o fornecimento de documentos de viagem falsos (passaportes, vistos e cartas de tripulantes marítimos) a migrantes ilegais vindos de países do Sul da Ásia: Afeganistão, Bangladesh, Índia, Nepal e Paquistão.
Com os documentos, os migrantes ilegais saíam de seus países com destino ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, iam para o Acre, atravessavam a fronteira com o Peru e seguiam até a fronteira do México com os Estados Unidos.
Segundo as investigações, enquanto estavam em São Paulo, os migrantes sofriam maus-tratos, como cárcere privado, agressões físicas e psicológicas. (GSP)
