Plástico que iria para o lixo vira matéria-prima para peças produzidas em impressão 3D em Manaus

Iniciativa permite que plásticos que seriam destinados ao lixo retornem ao mercado como matéria-prima para a fabricação de peças

No Amazonas, uma das ações que contribuem para esse ciclo é o Recicla Galera, projeto realizado durante o Festival Folclórico de Parintins/Divulgação

Uma empresa de Manaus está utilizando impressão 3D para transformar resíduos plásticos reciclados em novos produtos, aplicando o conceito de logística reversa para reduzir o descarte de materiais e criar uma nova cadeia produtiva.

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A iniciativa permite que plásticos que seriam destinados ao lixo retornem ao mercado como matéria-prima para a fabricação de peças, unindo tecnologia, sustentabilidade e inovação.

O processo faz parte de um modelo de economia circular, em que materiais como plástico, papel, vidro e metal são coletados, tratados e reinseridos na indústria. A proposta é diminuir a quantidade de resíduos no meio ambiente e reduzir a necessidade de extração de novos recursos naturais.

No Amazonas, uma das ações que contribuem para esse ciclo é o Recicla Galera, projeto realizado durante o Festival Folclórico de Parintins, que promove a coleta de materiais recicláveis e atividades de educação ambiental. Segundo Fernando Lindoso, coordenador da iniciativa, a logística reversa depende da participação de diferentes setores para que o resíduo coletado realmente volte a ser aproveitado.

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Transformação de resíduos em novos produtos

Para especialistas, a coleta seletiva é uma das etapas fundamentais para que a logística reversa funcione. Depois de recolhidos, os materiais precisam passar por processos de transformação capazes de devolver valor ao resíduo.

A Creaturae Tecnologia 3D, empresa que utiliza modelagem e manufatura aditiva para transformar materiais reciclados em novos objetos. A tecnologia permite criar peças personalizadas, reduzir desperdícios e ampliar as possibilidades de uso de materiais que antes seriam descartados.

Segundo Fabiana Rocha, gestora do Espaço CBA de Inovação, o reaproveitamento depende de soluções tecnológicas que permitam completar o ciclo do material.

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Na Creaturae, o plástico reciclado passa por beneficiamento e é convertido em filamentos utilizados nas impressoras 3D. O material, que antes seria descartado, retorna ao mercado em forma de peças, com menor uso de matéria-prima virgem e novas aplicações.

Para Alexandre Damasceno, da empresa, a tecnologia ajuda a retirar resíduos da natureza e transformá-los em produtos com valor agregado.

A integração entre consumidores, cooperativas, centros de pesquisa e indústria é apontada como um dos principais desafios para ampliar a logística reversa. Quando essa cadeia funciona, resíduos deixam de ser apenas descarte e passam a representar matéria-prima, inovação e desenvolvimento sustentável.