Cerca de 1,2 mil garrafas de bebidas falsificadas foram apreendidas nesta quinta-feira (2/10), em um caminhão, durante fiscalização da Polícia Civil em Diadema, no ABC Paulista.
A operação, realizada na Vila Santa Maria, também resultou na apreensão de equipamentos usados para a produção clandestina. Um homem de 50 anos é investigado.
A ação ocorre em meio à investigação de pelo menos seis mortes por intoxicação por metanol no Estado, incluindo um caso recente em São Bernardo do Campo. A força-tarefa do Governo de São Paulo combate intoxicações por metanol.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo, também no ABC Paulista, investiga mais uma morte por suspeita de intoxicação por metanol. No Estado, são pelo menos seis mortes por intoxicação.
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) lançou um atalho em seu site para denúncias de bebidas suspeitas de adulteração.
Bebidas adulteradas
O flagrante aconteceu enquanto os agentes fiscalizavam um estabelecimento na Vila Santa Maria. Durante a tentativa de descarregar a mercadoria, os policiais desconfiaram de parte da carga.
Segundo o boletim de ocorrência, foram encontradas 50 caixas de bebidas no caminhão, com 1,2 mil garrafas de cerveja contendo líquido semelhante a cachaça, todas com rótulos adulterados.
A nota fiscal indicava que a mercadoria teria sido comprada de uma distribuidora em São Bernardo do Campo. Durante diligências no local, os policiais identificaram maquinário, reservatórios, tonéis, botijões de gás, lenha e destiladores, indicando para a produção clandestina das bebidas.
As garrafas e o caminhão usado na entrega foram apreendidos e encaminhados para perícia. O caso foi registrado no 4º Distrito Policial de Diadema como crime contra as relações de consumo.
Fiscalizações em SP
O Governo de São Paulo mantém um gabinete de crise desde terça-feira (30/9) para reforçar as ações preventivas após casos de contaminação por metanol.
Somente nesta semana, as operações resultaram na apreensão de milhares de garrafas e lacres falsificados, sendo 1,8 mil lacres na capital, 162 garrafas de uísque em Araraquara, 17,7 mil garrafas em uma fábrica clandestina em Americana e 128 mil garrafas lacradas em Barueri por falta de documentação.
Ainda nesta quinta (2/10), em M’Boi Mirim, foram recolhidas 60 garrafas de vodca do mesmo lote apreendido na distribuidora de Barueri. O local apresentava condições insalubres, com caixas abertas, rotulagem incorreta, presença de roedores, baratas, alimentos vencidos e carne sem controle de temperatura.
O Governo reforçou medidas para enfrentar a intoxicação por metanol, incluindo interdição cautelar de estabelecimentos, canais rápidos de denúncia, estruturação de atendimento em toda a rede de saúde e intensificação das investigações pela Polícia Civil e Secretaria da Fazenda.
