Polícia investiga falso terapeuta por abuso

Todas as ações contra o investigado foram julgadas improcedente pela Justiça

A Polícia Civil de São Paulo investiga denúncia de que um massagista popular em redes sociais teria abusado sexualmente de ao menos duas pacientes durante consultas. O caso é apurado pela 3ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), no Butantã.

Continua após a publicidade

O inquérito foi instaurado na semana passada, e uma suposta vítima e uma testemunha prestaram depoimento na última segunda-feira.

Continua após a publicidade

Nelson Lemoine, 28, somou 20,7 mil seguidores no Instagram até apagar a conta após a publicação online desta reportagem, e citava diplomas de entidades que negam ter emitido certificação para ele.

Continua após a publicidade

Na página, compartilhava selfies, fotos de pacientes e registros com celebridades e artistas. Ele se apresenta como criador de uma técnica intitulada “body alignment” (alinhamento corporal) e promete aliviar dores, tensões musculares e melhorar a postura. Lemoine atende na Clinique de L’avenir, no Morumbi, zona oeste.

Continua após a publicidade

Foi uma atriz que, conforme mensagens, alertou os então sócios de Lemoine de condutas inadequadas do massagista, em abril deste ano. Ela escreveu na ocasião que não se sentiu à vontade durante a consulta e que ele se mostrou “machista e sem noção”.

Continua após a publicidade

Além disso, relatou que, após compartilhar uma foto com Lemoine em uma rede social, foi alertada por fãs de que o homem tinha histórico de agressão contra mulheres.

Continua após a publicidade

(FP)

Continua após a publicidade

Atualização

“Embora os relatos, posteriormente, todas as acusações ingressadas na justiça pelas supostas vítimas, incluindo as de violência doméstica e familiar, tentativa de estupro, exercício ilegal de profissão mediante fraude, foram julgadas improcedente,  sendo o acusado Nelson Luiz Lemoine Rodrigues absolvido a pedido do Ministério Público por falta de provas de que os crimes tenham de fato ocorrido e, ainda em relação a um dos crimes imputado, o processo foi extinto devido à prescrição da pretensão punitiva pelo Estado. Todas as decisões já tiveram o seu trânsito em julgado, não cabendo mais recursos.”