Prefeitura é investigada por irregularidades na administração de unidades de saúde

Administração municipal é alvo de denúncia na contratação de organização social para administrar UBSs; MP abriu inquérito para apurar o caso após ação popular

Funcionários de UBSs de Osasco protestam contra 200 demissões de profissionais de saúde

Funcionários de UBSs de Osasco protestam contra 200 demissões de profissionais de saúde | DIVULGAÇÃO

A Prefeitura de Osasco é alvo de uma denúncia de irregularidades na contratação de uma organização social para administrar Unidades Básicas de Saúde (UBS). O contrato com a organização social previa a administração de 18 unidades, mas só 6 foram terceirizadas até o momento.

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Uma ação popular pede que o contrato seja investigado pela Justiça. O Ministério Público também já abriu um inquérito para apurar o caso.

Em nota enviada ao “G1”, a prefeitura afirma que o contrato com a organização “Esperança e Vida” era para gerir 6 unidades básicas de saúde, e não 18, como diz a denúncia. Ainda segundo a nota, o contrato foi encerrado porque a Secretaria da Saúde registrou baixa no número de atendimentos e os recursos foram destinados para outras ações de combate à Covid-19.

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Segundo a prefeitura, a organização “Pires e Vanci” não assumiu as UBSs, que continuam sob gestão do município. Representantes do conselho municipal de saúde de Osasco dizem que o contrato não foi cumprido e que tampouco foi discutido pelo comitê.

Um mês depois que o Ministério Público abriu a investigação, a prefeitura encerrou o contrato com o instituto. A justificativa foi a baixa procura nos postos. Por conta disso, 200 funcionários foram demitidos. Por telefone, uma profissional que perdeu o emprego e prefere não se identificar, negou que a demanda de pacientes estivesse em queda.

O Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco, informou que disse que entre os demitidos estão médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos de enfermagem.

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PROTESTO.

No mês passado, funcionários de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Osasco protestaram contra 200 demissões de profissionais de saúde que atuavam nas unidades.

Uma comissão de funcionários tentava falar com o secretário de Saúde Fernando Machado Oliveira. Eles também afirmam que registraram um Boletim de Ocorrência por falta de atendimento nas UBSs da cidade.