Santander terá que reembolsar clientes em R$ 79 milhões por cobranças indevidas

As infrações cometidas pelo Santander correspondem à violação de regras de cobrança de juros no cheque especial, pix e outros

Objetivo do programa é ampliar o acesso ao crédito e diminuir as taxas cobradas atualmente no mercado

Dinheiro (ilustração) | Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Santander firmou um acordo com o Banco Central se comprometendo a devolver cerca de R$ 79 milhões a clientes por cobranças indevidas realizadas entre janeiro de 2014 e fevereiro deste ano. O termo de compromisso foi publicado em maio.

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O banco disse que “já efetuou o ressarcimento de mais de 90% dos valores cobrados e alcançará a totalidade dentro do prazo compromissado”, acrescentando “que adotou as medidas necessárias para que tais cobranças não voltem a ocorrer”. Segundo o documento, o Santander já efetuou a devolução de R$ 64,4 milhões até 30 de setembro de 2021.

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As infrações cometidas pelo Santander correspondem à violação de regras de cobrança de juros no cheque especial e de operações de parcelamento de cartão de crédito, além de cobrança indevida de tarifa de empreendedores individuais e microempresários em operações via Pix.

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Segundo o documento, o banco deve restituir R$ 43,16 milhões por cobrança de taxa de juros sobre o valor utilizado no cheque especial acima do limite estipulado pela autoridade monetária de 8% ao mês para microempreendedores individuais. A infração foi registrada de 1º de janeiro de 2020 e 7 de fevereiro deste ano e impactou 55.987 clientes.

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O acordo também prevê a devolução de R$ 17,65 milhões por cobrança indevida de tarifa de empreendedores individuais e microempresários por envio de recursos via Pix entre 1º de março de 2021 e 4 de fevereiro deste ano. Foram 268.583 clientes afetados neste caso.

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O Santander também se comprometeu a ressarcir R$ 18,3 milhões a 378.046 clientes impactados por cálculos errados da antecipação de operações de parcelamento de cartão de crédito, considerando a data de fechamento da fatura em vez da data de vencimento. Foram 729.369 transações indevidas entre 1º de janeiro de 2014 e 10 de julho de 2020.

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O prazo dado pelo BC para o ressarcimento total foi de 12 meses a partir da assinatura do acordo, firmado em maio deste ano. O banco fica obrigado também a pagar R$ 8,05 milhões em contribuição pecuniária, ou seja, uma compensação pela conduta irregular.

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O acordo estabelece ainda que os valores dos reembolsos devem ser atualizados pela variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação, desde a data em que foram indevidamente cobrados até a data da efetiva devolução aos clientes ou do pagamento da contribuição pecuniária adicional ao BC.

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“Caso eventuais valores já devolvidos aos clientes não tenham sido integralmente atualizados na forma do parágrafo primeiro desta cláusula, o primeiro compromitente deverá restituir aos clientes o saldo da atualização remanescente até a data do reembolso parcial, garantindo, inclusive, a atualização pelo IPCA também no período restante, até a data da efetiva devolução do respectivo valor ao cliente”, diz o documento.

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O acordo define também que o banco deve entrar em contato com os clientes afetados pelas cobranças indevidas por telefone, mensagem de texto ou e-mail para combinar a forma de pagamento. O não cumprimento das obrigações acarretará cobranças adicionais.