O estado de São Paulo inicia, na próxima segunda-feira (3/7), a Campanha de Multivacinação em todos os 645 municípios paulistas. A mobilização tem como foco crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação e ampliar a cobertura contra doenças imunopreveníveis.
Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a campanha também será voltada para pessoas de 6 meses a 59 anos, como parte da estratégia de reforço da vacinação contra o sarampo, diante do aumento de casos da doença no estado.
Onde se vacinar e quais imunizantes estarão disponíveis
A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pais e responsáveis levem a caderneta de vacinação aos postos para que as equipes avaliem quais doses precisam ser atualizadas conforme a idade e o histórico vacinal.
Entre os imunizantes disponíveis estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A e HPV.
Nesta quinta-feira (30), o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) confirmou o 15º caso de sarampo no estado em 2026. O novo registro ocorreu em Guarulhos e envolve uma criança sem histórico de vacinação.
Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacina tríplice viral também será aplicada em pessoas de 6 meses a 59 anos. Para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, a aplicação corresponde à chamada dose zero, que não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses.
Segundo dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde, a cobertura vacinal da tríplice viral em 2026 é de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
“A atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão”, afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).
