Nesta terça-feira (5), novas diligências solicitadas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, no inquérito que apura suposta tentativa de interferência na Polícia Federal foram autorizadas pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferência na corporação. No pedido de segunda-feira (4), o procurador pediu, além da realização de perícias, a autorização para a tomada de depoimento de seis delegados da Polícia Federal, três ministros e da deputada Carla Zambeli.
No documento, o procurador solicitou que os depoimentos ocorram com a mesma definição da oitiva de Moro, em cinco dias. Entretanto, o ministro Celso de Mello determinou que as providências sejam adotadas em 20 dias.
A defesa de Moro e a Procuradoria-Geral concordaram com a retirada do sigilo. “Os estatutos do poder, em uma República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério nem legitimar o culto ao sigilo: consequente necessidade de este Inquérito transcorrer sob a égide do postulado da publicidade”, decidiu Celso de Mello.
Augusto Aras também solicitou a cópia de uma reunião realizada entre o presidente Bolsonaro, o vice-presidente, ministros e presidente de bancos públicos no dia 22 de abril e os comprovantes das assinaturas de exoneração a pedido do ex-diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo.
Desde a saída de Sergio Moro, Jair Bolsonaro nega que tenha pedido para o ministro interferir em investigações da Polícia Federal.
