Taboão da Serra pode devolver trecho da Régis Bittencourt ao Governo Federal; saiba por quê

Custo anual para manter a avenida Aprígio Bezerra da Silva gira em torno de R$ 12 a R$ 15 milhões, valor elevado para Taboão da Serra

Consulta pública sobre o futuro da antiga Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) termina na próxima segunda (14/7)

Trecho da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que corta a cidade de Taboão da Serra, voltou a ser tema de discussão | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo

O trecho da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que corta a cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, voltou a ser tema de discussão. 

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Engenheiro Daniel, prefeito do município, reforçou que o projeto de devolver a rodovia Régis Bittencourt para o Governo Federal é uma realidade e que pode ocorrer em breve. 

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Gazeta divulgou em fevereiro de 2024 que o trecho da rodovia tem cerca de 6,5 quilômetros, sendo municipalizado pelo Governo Federal e o antigo ex-prefeito, Aprígio

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Na época, o trecho era administrado pela concessionária Arteris. Após a municipalização, a via passou a chamar Aprígio Bezerra da Silva. 

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O governo anterior fez várias obras interligando as duas extremidades da cidade para facilitar a mobilidade, mas causou transtorno com congestionamentos devido aos semáforos instalados.

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Projeto em discussão

Engenheiro Daniel disse que participou de uma reunião no Ministério dos Transportes e sugeriu a devolução do trecho municipalizado para responsabilidade do Governo Federal. O chefe do Executivo já havia sinalizado um processo de estudo para desligar alguns semáforos

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De acordo com levantamento da Prefeitura, o custo anual para manter a avenida Aprígio Bezerra da Silva gira em torno de R$ 12 a R$ 15 milhões, valor elevado para o município, considerando a sua arrecadação.

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A proposta envolve um novo projeto para a rodovia Régis Bittencourt, no qual a atual concessionária, Arteris, teria o prolongamento do contrato em troca de R$ 9 bilhões em investimentos em infraestrutura.

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Na atual composição, Taboão da Serra não receberia nenhum investimento, devido ao trecho ter sido municipalizado.

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População participará de debate 

“A gente pretende acelerar esses estudos e chamar a população. Fizemos uma reunião do Conisud com o Ministério do Transportes, justamente para eles falarem do novo programa que vai acontecer na Régis Bittencourt e não na Avenida Aprígio, ou seja, de Embu para lá”, afirmou Daniel.

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Segundo ele, o Ministério dos Transportes está fazendo a revisão de todos os contratos e concessões. “Estão ampliando as concessões. Sempre houve rumores entre antigos prefeitos, mas ficou claro que não há nenhum investimento pendente da Arteris para Taboão da Serra.”

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A proposta de devolução do trecho da rodovia está em discussão. O prefeito Engenheiro Daniel explicou que participou de uma reunião no Ministério dos Transportes e sugeriu a devolução do trecho para a responsabilidade do Governo Federal. O texto conta com informações do portal “O Taboanense”. 

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Daniel também defendeu a manutenção de dois cruzamentos na via: o do Shopping Taboão e o do Jardim São Judas, , na altura do Motel Morumbi, que, segundo ele, são essenciais para a viabilidade do trânsito na cidade.

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Devolução é possível 

“Já fiz o pedido para o Ministro do Transporte, Renan Filho, para a gente poder fazer a devolução da Régis Bittencourt, em curto prazo, para o governo federal, que sinalizou ser possível. Eles não afirmaram que vão fazer, mas é possível. Para isso a gente está com uma lição de casa agora. A gente precisa primeiro protocolar um pedido formal da prefeitura solicitando. E posterior a isso, eles vão dar um prazo para a gente justificar o que queremos devolver”, garantiu o prefeito de Taboão da Serra.

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Daniel disse que a decisão não é uma questão política. “Deixei claro para ele que não era uma questão política. Falei que era uma questão de sobrevivência. Expliquei para ele que hoje a cidade mais gasta do que a arrecada e a população não sente isso na ponta, esse é o maior problema se a gente, se a população ainda sentisse isso na ponta, tudo bem, mas a população não sente isso na ponta”.