Últimos dias para decidir futuro de rodovia polêmica em Taboão da Serra

Votação ocorre por meio de formulário disponível no site oficial da prefeitura e termina na próxima segunda (14/7)

Consulta pública sobre o futuro da antiga Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) termina na próxima segunda (14/7)

Consulta pública sobre o futuro da antiga Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) termina na próxima segunda (14/7) | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo

A Prefeitura de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, divulgou que a consulta pública sobre o futuro da antiga Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), atualmente denominada como avenida Aprígio Bezerra da Silva, será encerrada na próxima segunda-feira (14/7). 

A iniciativa tem mobilizado moradores da cidade e busca definir questões importantes como a manutenção de cruzamentos semafóricos e a possível mudança do nome da avenida, além de avaliar os impactos da municipalização da via.

Desde que foi aberta em 21 de maio, a consulta tem permitido aos munícipes participar diretamente das decisões sobre a gestão da avenida, que foi municipalizada em 2023. 

Votação na internet 

A votação ocorre por meio de um formulário disponível no site oficial da Prefeitura, com perguntas que abordam temas como os impactos da municipalização, a manutenção de semáforos e cruzamentos, além da escolha de um novo nome para a via, caso seja aprovada a alteração. 

Sugestões de nomes 

Entre as sugestões apresentadas pela gestão estão: avenida Taboão da Serra, avenida 19 de Fevereiro e avenida Dr. Evilásio Cavalcante de Farias.

A decisão sobre as mudanças propostas está alinhada às recomendações do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Para participar da consulta pública, os interessados devem acessar este site.

Recomendação 

A Promotoria de Justiça local sugeriu à Prefeitura e à Câmara Municipal de Taboão da Serra que analisem com rigor a possibilidade de revogar a legislação que nomeia a avenida em homenagem ao pai do ex-prefeito José Aprígio da Silva.

Segundo o MP, a denominação atual viola o princípio constitucional da impessoalidade por estabelecer vínculo entre o homenageado e o agente político envolvido na gestão anterior.

O impacto financeiro da municipalização também é um ponto debatido pela atual gestão.

De acordo com o prefeito Engenheiro Daniel, os custos anuais para manutenção da avenida somam cerca de R$ 16 milhões, abrangendo serviços essenciais como iluminação, sinalização, conservação do asfalto e apoio a operações como o SAMU.

O prefeito acredita que essas despesas devem ser melhor avaliadas com o envolvimento popular, especialmente diante da falta de estudos prévios na época em que a transformação ocorreu.