Vereadores de SP se manifestam contra redução de salário em grupo de WhatsApp

A votação deve ocorrer nesta quinta-feira e precisa de aprovação de 28 dos 55 vereadores

"Doaria 100% do meu salário, mas se tivesse fiscalização dos gastos", disse o vereador Adilson Amadeu (DEM)

"Doaria 100% do meu salário, mas se tivesse fiscalização dos gastos", disse o vereador Adilson Amadeu (DEM) | Reprodução/Facebook

Nesta terça-feira (22), a mesa diretora da Câmara Municipal de São Paulo propôs uma redução de 30% dos salários dos vereadores, 30% das verbas do gabinete e de 20% dos vencimentos dos assessores. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, alguns vereadores foram contra proposta foram contra o projeto, o que gerou um conflito no grupo dos parlamentares pelo WhatsApp.

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“Doaria 100% do meu salário, mas se tivesse fiscalização dos gastos”, disse o vereador Adilson Amadeu (DEM), em um dos áudios mandados pelos vereadores contra o projeto. “Ninguém está olhando como se gastam essas verbas”, completou.

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O projeto deve ser votado nesta quinta-feira (23) e, para ser aprovado, precisa do voto favorável de 28 dos 55 vereadores paulistanos.

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Amadeu revelou que poderá se abster da votação, “a mesa diretora deveria dar satisfação para os 55 vereadores, mas não foi isso o que aconteceu. Foi tomada uma decisão sem consultar os outros vereadores. Estamos há 30 dias tendo reuniões virtuais”.

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“A Câmara quis se antecipar à Assembleia Legislativa para aparecer. Eu doaria 100% do meu salário, mas o que eles estão fazendo é demagogia”, disse. “Tem de pegar o fundo dos procuradores e dos auditores fiscais, que ganham R$ 50 mil por mês. Ninguém sabe direito o que está sendo comprado”, completou.

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Ainda sobre os gastos, Amadeu afirmou que esse dinheiro é o “inimigo invisível”, “que está sendo usando sem fiscalização”.

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“O meu desconforto é que nem a Assembleia aprovou isso aí. A Câmara quer fazer para sair na frente e fazer demagogia”, acrescentou o vereador.

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Com a redução e corte de gastos, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pretende enviar R$ 320 milhões para a Saúde.

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O vereador Camilo Cristófaro também se manifestou contra a medida. “Cadê o R$ 1 bilhão que a gente aprovou para a Prefeitura?”, questionou.

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“Os ônibus estão circulando com 50% da frota, mas vão receber o subsídio normalmente, R$ 3,6 bilhões”, disse. “Nos hospitais, estão faltando equipamentos”, acrescentou.

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Em São Paulo, as compras de emergência estão sendo publicadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) em uma página virtual e está aberta para consulta pública.