Nesta sexta-feira (5), a família da jornalista chinesa Zhang Zhan, que cobriu de forma independente o início da pandemia em Wuhan, disse estar preocupada pois Zhan está debilitada e talvez poderá não resistir ao inverno chinês.
A jornalista de Xangai foi até a cidade considerada o epicentro da Covid no mundo para registrar o confinamento de mais de 11 milhões de pessoas.
As autoridades chinesas alegam que a jornalista estaria “comprando briga e provocando problemas”. A família lamenta que tem dificuldade de falar com Zhan desde sua prisão.
Zhang registrou durante alguns meses, cenas de hospitais cheios, confusões em diversos pontos da cidade e também a primeira a registrar a cidade sem ninguém no primeiro lockdown.
A última gravação registrada de Zhang, foi em maio de 2020, quando foi abordada durante a gravação por um homem não identificado perguntando onde Zhang mora e se era jornalista. O homem ameaça Zhang e diz que se caso ela postasse o material, ela seria responsabilizada. Dias depois Zhang foi presa pela polícia chinesa.
A Anistia informou que, Zhang iniciou uma greve de fome para protestar contra sua prisão e ficou tão fraca que precisou ir até o julgamento de cadeira de rodas, além disso a nota da Anistia Internacional informou que Zhang foi levada ao hospital em julho de 2021 em uma condição ”dramática” e pesando menos de 40 quilos. E o corpo de Zhang deteriora cada vez mais.
Além de Zhan, pelo menos quatro outros jornalistas desapareceram na China em 2020, após a divulgação de informações que contradiziam a narrativa do governo Chinês.
Além de Zhan, pelo menos quatro outros jornalistas desapareceram na China em 2020, após a divulgação de informações que contradiziam a narrativa do governo Chinês.
