‘Apagão’ em pagamentos públicos deixa servidores sem salário

Falha na integração entre GDF e BRB deixou hospitais sob incerteza e esvaziou caixa do governo temporariamente

Servidores da saúde do DF enfrentaram saldo zero, enquanto pensionistas receberam em dobro na terça-feira (7/4)

Servidores da saúde do DF enfrentaram saldo zero, enquanto pensionistas receberam em dobro na terça-feira (7/4) | Divulgação/Sindicato dos Enfermeiros DF

Um erro técnico na integração entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Banco de Brasília (BRB) transformou o dia de pagamento em um cenário de caos para o funcionalismo público na última terça-feira (7/4).

Enquanto a falha creditava proventos em dobro a aposentados e pensionistas, milhares de servidores da ativa acordaram sem salário na conta — entre eles, profissionais da Secretaria de Saúde seguiam em plantão, sem saber quando receberiam.

O envio duplicado de dados esvaziou temporariamente o caixa do governo e travou os pagamentos da ativa.

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O efeito foi imediato: hospitais e repartições passaram o dia sob incerteza. Para quem usa portabilidade bancária, o dinheiro nem chegou a sair da conta do governo, que ficou negativa por algumas horas, provocando  um verdadeiro “apagão” nos pagamentos.

O nó digital entre o Iprev e o Banco de Brasília

A confusão começou no caminho que o dinheiro percorre dentro do próprio governo — do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev), passando pela Secretaria de Saúde, até chegar ao BRB.

Um envio duplicado de dados fez o banco pagar duas vezes aos aposentados e pensionistas. Com efeito imediato, o volume inesperado de saídas secou o caixa disponível naquele momento e travou o pagamento dos servidores da ativa.

Por volta das 17h, a Secretaria de Economia anunciou que o problema havia sido resolvido. Na prática, porém, muitos profissionais da Saúde ainda relataram, horas depois, que o salário não tinha caído na conta, um descompasso evidente entre a correção no sistema e o pagamento efetivo.

O plano de estorno e a corrida para liberar os salários

Para corrigir o erro, o BRB iniciou o estorno automático dos valores pagos em duplicidade a aposentados. Ao mesmo tempo, o GDF ajustou o envio das informações para restabelecer o fluxo de pagamentos.

Com o saldo recomposto nas contas de origem, o banco conseguiu liberar os salários que haviam ficado retidos.

Em notas oficiais, os órgãos envolvidos classificaram o episódio como uma falha pontual e afirmaram que os pagamentos seriam concluídos ainda dentro do mesmo ciclo do dia.