O Banco Central anunciou nesta segunda feira (11/08) por meio do Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, que está estudando possíveis medidas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens em transações via Pix, que foi criado inicialmente para que o pagador registrasse informações sobre o pagamento, mas que tem sido utilizado em algumas situações para enviar mensagens “ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras”.
Segundo o Banco, foi criado um grupo no âmbito do Fórum Pix, que reúne associações que representam instituições financeiras, além de entidades da sociedade civil, para debater o assunto.
“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, explicou o órgão.
Segurança como pauta
O BC também comunicou que uma série de ações para aumentar a segurança do meio de pagamento estão sendo analisadas. A medida visa criar critérios para a identificação de operações suspeitas ou fraudulentas, que culminaram com alertas para as instituições financeiras
Ainda de acordo com o relatório publicado, os números do uso do PIX no Brasil representam cerca de 86% da população adulta brasileira. Com mais de 920 milhões de chaves Pix cadastradas, ligadas a mais de 162 milhões de pessoas e a mais de 16 milhões de empresas.
Em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, com mais de R$ 35 trilhões em transações. É estimado pelo Banco Central que 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas fizeram ou receberam pelo menos um Pix.
Tecnologia e o futuro do Pix
O relatório do Banco Central também abordou o futuro tecnológico da ferramenta de pagamentos. Segundo a instituição, a criação de um modelo que permita pagamentos via Pix sem necessidade de conexão com a internet do usuário pagador é analisada pelo BC.
O Pix como garantia de empréstimos também é algo que é vislumbrado pela instituição, além de melhorias no Pix automático já existente.
Pix sem fronteiras
O Banco central também informou que além de se colocar a par dos novos modelos de transações mundiais, o uso do Pix por brasileiros em outros países e o uso do Pix no Brasil por não residentes a partir dos aplicativos de instituições estrangeiras coloca na avaliação do banco a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições de forma bilterais ou multilaterais
“Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos. A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças”, aponta o BC.







