O Banco Central do Brasil (BC) decretou, na manhã desta quarta-feira (18/2), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. A medida interrompe imediatamente as atividades da instituição devido ao descumprimento de normas e a uma grave crise de liquidez.
Para os cerca de 160 mil clientes afetados, o foco agora se volta para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já iniciou o processo para devolver depósitos de até R$ 250 mil por CPF. Saiba abaixo como solicitar o seu reembolso pelo aplicativo oficial.
BC aponta crise de liquidez e falhas regulatórias
Na nota oficial, o Banco Central informou que o Banco Pleno não manteve os níveis mínimos de capital e regularidade exigidos para funcionamento no Sistema Financeiro Nacional.
A autarquia avaliou que não havia viabilidade de recuperação da instituição dentro das exigências regulatórias, optando pela liquidação extrajudicial, medida que implica o encerramento definitivo das operações e a nomeação de um liquidante para administrar ativos e passivos.
Com isso, ficam suspensas as operações da instituição enquanto se inicia o processo de apuração e pagamento de credores.
Banco deixa de operar por decisão do BC
Com a liquidação extrajudicial, o Banco Pleno deixa de funcionar normalmente. A decisão significa que a autoridade monetária entendeu que a instituição não tinha mais condições financeiras de seguir operando de maneira regular e segura.
Um liquidante foi nomeado para organizar os ativos do banco e estruturar o pagamento aos credores, seguindo a ordem legal prevista na regulamentação do sistema financeiro.
Crise de liquidez e falhas regulatórias
Segundo o Banco Central, a decisão foi tomada após a constatação de:
- Descumprimento de normas prudenciais obrigatórias;
- Deterioração da situação econômico-financeira;
- Problemas graves de liquidez.
Na prática, isso significa que o banco não conseguiu manter capital suficiente nem cumprir exigências regulatórias para continuar funcionando.
A liquidação extrajudicial é aplicada quando a autoridade conclui que não há viabilidade de recuperação da instituição dentro dos parâmetros exigidos.
Veja como receber o dinheiro pelo FGC
Limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ
O FGC funciona como uma rede de proteção para clientes de instituições financeiras associadas. Ele garante:
- Até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição;
- Limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, considerando todas as instituições.
Estão cobertos depósitos como:
- Conta corrente
- Poupança
- CDB
- LCI e LCA
Se o cliente tinha até R$ 250 mil aplicados no Banco Pleno em produtos elegíveis, o valor será devolvido dentro das regras do fundo.
Como solicitar pelo aplicativo oficial do FGC
O pagamento não é feito automaticamente no mesmo dia da decretação da liquidação.
O processo segue estas etapas:
- O liquidante envia ao FGC a lista oficial de credores;
- O FGC libera o sistema de solicitação;
- O cliente acessa o aplicativo oficial do FGC, confirma os dados e indica uma conta para receber o valor.
Após a validação das informações, o pagamento é realizado conforme o cronograma definido pelo fundo.
E quem tinha mais de R$ 250 mil?
Clientes com valores superiores ao limite garantido:
- Receberão apenas até R$ 250 mil via FGC;
- O excedente entra na chamada massa de liquidação;
- O pagamento dependerá da venda de ativos do banco e da ordem de prioridade entre credores.
Esse processo pode levar meses ou até anos, dependendo da complexidade da liquidação.
Separação do Banco Master
O Banco Pleno já teve ligação societária com o Banco Master no passado, mas atualmente as operações são independentes.
A liquidação anunciada pelo Banco Central se refere exclusivamente ao Banco Pleno, sem impacto direto sobre outras instituições do sistema financeiro
Especialistas avaliam que o caso não representa risco sistêmico amplo, mas reacende o debate sobre diversificação de investimentos e segurança bancária em 2026, especialmente para investidores que mantêm valores acima do limite de cobertura do FGC em uma única instituição.
