O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a distribuição de R$ 13,04 bilhões dos valores arrecadados em 2025 aos trabalhadores. A medida foi aprovada nesta terça-feira (28/7).
A cifra representa 89% do saldo líquido contabilizado no ano passado, de aproximadamente R$ 14,6 bilhões, e será repassada a cerca de 138 milhões de cotistas.
Assim como nos anos anteriores, a proposta é compartilhar parte do resultado financeiro com os trabalhadores que possuem saldo em contas vinculadas. Em 2025, o fundo compartilhou R$ 12,9 bilhões, enquanto, em 2024, o valor chegou a R$ 15,2 milhões.
O FGTS registrou uma receita total de R$ 64,5 bilhões em 2025. De acordo com o Conselho Curador, a medida busca distribuir resultados e ampliar a remuneração das contas dos trabalhadores, mantendo os recursos suficientes para as operações de financiamento habitacional, saneamento e infraestrutura.
Como resgatar o dinheiro?
O resgate do dinheiro previsto para 2026 estará disponível para trabalhadores que possuíam saldo no FGTS em 31 de dezembro de 2025. O depósito acontecerá de forma automática na conta vinculada, sem necessidade de solicitação.
A quantia varia conforme o saldo registrado na data de referência. O beneficiado pode calcular quanto será incorporado ao multiplicar o saldo de 31 de dezembro pelo índice de 0,01868441, determinado pelo Conselho Curador.
Porém, o crédito não poderá ser retirado livremente. A movimentação financeira permanece sujeita às regras do FGTS. O saque poderá ser feito nas hipóteses previstas em lei, como demissão por justa causa, compra da casa própria, aposentadoria ou para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário.
Cotistas poderão consultar o crédito pelo aplicativo FGTS, pelo extrato da conta vinculada, pelo internet banking da Caixa Econômica Federal, para clientes do banco, e nas agências da instituição.
A distribuição não engloba a base de cálculo da multa rescisória paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa.
