Desenrola 2.0: microempresas ganham dobro de prazo e novas regras de crédito

Programa federal dobra carência do Pronampe e Procred, amplia limites e cria condições exclusivas para mulheres

Desenrola 2.0 dobra carência e amplia crédito para salvar micro e pequenas empresas da insolvência

Desenrola 2.0 dobra carência e amplia crédito para salvar micro e pequenas empresas da insolvência | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal lançou o Desenrola 2.0 com foco em micro e pequenas empresas, dobrando prazos de carência e ampliando limites de crédito. 

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 A medida visa aliviar o caixa de negócios que faturam até R$ 4,8 milhões, oferecendo fôlego diante do recorde de 82,8 milhões de inadimplentes no País.

Com regras mais tolerantes a atrasos, a atualização busca evitar a insolvência e estimular a retomada do setor produtivo. 

Mais crédito e carência estendida para microempresas 

A linha destinada às microempresas com faturamento de até R$ 360 mil passou por uma reestruturação profunda, focada em garantir que o investimento gere retorno antes de pressionar o caixa.  

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Agora, a carência para o início dos pagamentos dobrou para 24 meses, com o prazo total de quitação estendido para oito anos.  

Além da ampliação do limite de crédito que subiu de 30% para 50% do faturamento, com teto de R$ 180 mil, o programa destaca o incentivo ao empreendedorismo feminino, permitindo que empresas lideradas por mulheres tomem até 60% de sua receita bruta em recursos. 

Teto dobrado e tolerância a atrasos 

Para empresas de pequeno porte (faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões), o Pronampe ficou mais robusto. O teto do empréstimo dobrou, passando de R$ 250 mil para R$ 500 mil, também com prazo de 8 anos para pagamento e 2 anos de carência. 

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A mudança mais estratégica, no entanto, está na flexibilização da inadimplência. Anteriormente, um atraso de apenas 14 dias poderia bloquear o acesso da empresa a novos créditos.  

Com o Desenrola 2.0, essa margem de tolerância subiu para 90 dias, reconhecendo que oscilações temporárias de caixa não devem impedir a continuidade do negócio. 

Novas fontes para renegociação 

Uma das inovações mais práticas desta fase é a permissão para que empreendedores utilizem ativos “esquecidos” para regularizar a situação financeira de suas empresas.  

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O programa agora autoriza o uso de saldos do FGTS e de recursos parados no sistema bancário via Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central como moeda de troca para abater dívidas e facilitar as negociações de limpeza de nome.