Lei do E-commerce revela o que toda loja virtual precisa cumprir

Omissão da razão social, endereço oculto e custos adicionais no frete violam a lei, podendo render suspensão de vendas

Antes de comprar online, é essencial identificar a empresa e verificar as condições da oferta e os canais de atendimento

Antes de comprar online, é essencial identificar a empresa e verificar as condições da oferta e os canais de atendimento / Karola G/Pexels

Diversas lojas virtuais que escondem a razão social, ocultam o valor do frete no carrinho ou não deixam claro quem está vendendo entraram no alvo do Procon e do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para funcionar dentro da lei do e-commerce (Decreto nº 7.962), qualquer site ou aplicativo tem a obrigação de exibir, de forma visível, o CNPJ ou nome empresarial, endereço físico e e-mail de contato.

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Quem descumprir as regras arrisca o bloqueio imediato das vendas online e multas pesadas que chegam a R$ 13 milhões.

Além do direito do CDC, o vazamento ou uso indevido de dados pessoais virou outro gargalo milionário. A recusa em apagar cadastros a pedido do cliente ou a falta de proteção contra vazamentos coloca a empresa na mira da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que pode aplicar punições fiscais de até 2% do faturamento, limitadas ao teto de R$ 50 milhões em casos graves.

CDC define para 7 dias o direito em se arrepender; regras do LGPD

Para quem faz compras online, saber exatamente quem está vendendo é a principal defesa contra golpes. Os cartões de crédito lideram as vendas de e-commerces do país, estes, são obrigados a mostrar todas as características do produto, os riscos e o preço total com clareza antes do pagamento, sem surpresas com taxas escondidas na hora de fechar o pedido.

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O consumidor também conta com o direito de arrependimento, assegurado pelo artigo 49 do CDC. O comprador de lojas virtual tem até 7 dias corridos, após receber o produto, para cancelar a compra sem dar explicações. Nesses casos, a empresa deve devolver todo o dinheiro imediatamente e avisar o cartão de crédito para evitar cobranças na fatura.

Na parte de segurança digital, guardar CPF, endereço ou dados do cartão exige regras rígidas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Se o site não proteger essas informações de forma adequada, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pode aplicar multas pesadas e até proibir a empresa de usar seu banco de dado

Transparência e pós-venda

A legislação do comércio eletrônico determina que a plataforma ofereça mecanismos para o comprador revisar a operação e corrigir equívocos, como quantidades incorretas, tamanhos ou endereços de entrega na Capital ou Região Metropolitana, antes que a transação financeira seja processada.

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Confirmada a compra, a loja deve enviar de maneira imediata o comprovante do pedido e o contrato eletrônico em formato que permita a impressão ou armazenamento pelo cliente.

No atendimento ao público, o Decreto do e-commerce obriga a criação de um canal eletrônico eficaz para tirar dúvidas, aceitar solicitações de cancelamento e tratar reclamações. O sistema precisa gerar confirmação instantânea do recebimento do chamado e enviar uma resposta conclusiva ao cliente no prazo máximo de cinco dias.

O descumprimento continuado desses canais de suporte motiva medidas administrativas dos órgãos de defesa do consumidor, podendo forçar a interdição de sites e a suspensão de carrinhos de compras até a regularização do serviço.

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Checklist definitivo para não cair no papo de e-commerces fraudulentos

Não cumpriir com as obrigações da Lei do e-commerce pode custar a própria sobrevivência da loja virtual. As punições previstas no artigo 56 do CDC vão muito além de sanções financeiras calculadas sobre o faturamento do negócio.

Em casos graves, o Procon e os órgãos de fiscalização podem apreender mercadorias, cassar a licença de funcionamento e determinar o bloqueio imediato do site.

Na outra ponta, o consumidor conta com ferramentas simples para não cair em armadilhas. Antes de fechar um pagamento via Pix ou boleto, a primeira linha de defesa é checar o CNPJ da loja no site da Receita Federal e conferir se a política de trocas está visível.

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Desconfiar de plataformas que pressionam a compra sem mostrar o contrato completo ou que escondem a reputação em canais oficiais é o passo decisivo para blindar o bolso e evitar fraudes no ambiente digital.