Gigante dos móveis acumula R$ 140 milhões em dívidas e ganha fôlego na Justiça, mas lojas fechadas e próximos 60 dias desafiam recuperação

Decisão judicial aceitou o plano de recuperação da rede varejista; empresa também precisa entregar documentos pendentes em um prazo de até 15 dias

Gigante dos móveis acumula R$ 140 milhões em dívidas e ganha fôlego na Justiça, mas lojas fechadas e próximos 60 dias desafiam recuperação

Empresa tem o prazo de 60 dias para apresentar proposta de recuperação | Foto: Marabraz/Divulgação

Famosa rede no Brasil que acumula R$ 140 milhões em dívidas, a Marabraz teve o pedido de recuperação judicial aceito. A decisão, assinada na terça-feira (27/10), autoriza o processamento e dá à empresa um período de proteção contra execuções de dívidas abrangidas pelo processo.

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A Marabraz é uma rede varejista brasileira especializada na venda de móveis, colchões, itens de decoração e eletrodomésticos, com atuação concentrada no estado de São Paulo. A empresa comercializa produtos para diferentes ambientes da casa, como quartos, salas e cozinhas.

Confira fotos da Marabraz

Marabraz enfrenta crise financeira 

A rede paulista de móveis, que chegou a ter 135 lojas, tenta reorganizar as contas. O motivo inclui diversos fatores, como disputas familiares, perda de garantias bancárias e restrição de crédito. Nos últimos anos, inclusive, a situação levou ao fechamento de unidades e à redução da operação.

Quais são os próximos passos da recuperação judicial 

A decisão da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo autorizou a recuperação conjunta de seis empresas ligadas à Marabraz. No entanto, rejeitou o pedido para reunir os patrimônios e dívidas como se fossem de uma única companhia.

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Por isso, as empresas poderão conduzir o processo de recuperação judicial em conjunto, mas terão de manter separadas suas contas, seus bens e suas obrigações financeiras.

A Marabraz terá de demonstrar aos credores que possui condições de renegociar os débitos sem interromper as operações das lojas. Para isso, deverá protocolar a proposta de recuperação judicial em até 60 dias e regularizar a documentação que falta no prazo de 15 dias.

O que muda com o novo desdobramento na Justiça

A decisão judicial também garante à Marabraz o “stay period”, mecanismo que interrompe temporariamente as cobranças judiciais de débitos incluídos na recuperação judicial.

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O prazo é de 180 dias corridos, a partir da publicação da decisão. Nesse período, os credores envolvidos no processo não poderão dar andamento a ações como penhoras ou apreensões de patrimônio para quitar as dívidas abrangidas pela medida.

Para acompanhar o processo, a Justiça designou uma administradora judicial. A companhia terá a função de fiscalizar as operações das empresas em recuperação e monitorar os dados financeiros apresentados à Justiça.

Quais foram as condições estabelecidas para a Marabraz 

Extratos bancários específicos e certidões de protesto de filiais desativadas estão entre a documentação pendente que a varejista não apresentou até esta etapa do processo. Diante disso, a magistrada concedeu 15 dias, em prazo improrrogável, para que as empresas entreguem os registros faltantes, sob pena de revogação do processamento da recuperação judicial.

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O que diz a empresa

Em nota enviada à CNN, a companhia afirmou que a aceitação do pedido representa uma etapa importante para sua reorganização financeira.

“A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a transparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros”, declarou.

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