Greve será usada contra privatizações

A greve chegou ao seu 18º dia nesta terça-feira (18) e, segundo a FUP, já tem a adesão de 21 mil empregados

Há mobilizações em 121 unidades da Petrobras, entre plataformas de produção de petróleo, refinarias e terminais.

Há mobilizações em 121 unidades da Petrobras, entre plataformas de produção de petróleo, refinarias e terminais. | Gibran Mendes/Fotos Públicas

Em sua segunda semana, a greve dos petroleiros vem angariando apoio de partidos de oposição, que esperam que o movimento sirva de estopim para outras mobilizações contra o programa de privatizações do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

A greve chegou ao seu 18º dia nesta terça-feira (18) e, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), já tem a adesão de 21 mil empregados. Há mobilizações em 121 unidades da estatal, entre plataformas de produção de petróleo, refinarias e terminais.

A categoria pede a suspensão de quase mil demissões (396 próprios e 600 terceirizados) com o fechamento da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados, no Paraná, e protesta contra mudanças em temas como troca de turno e pagamento de horas extras que, segundo eles, foram definidas sem negociação prevista no acordo coletivo.

O pano de fundo, porém, é o programa de venda de ativos iniciado no governo Dilma Rousseff (PT) e reforçado por Bolsonaro. “Entendemos [que o processo de demissões] é um balão de ensaio, um teste para o modelo a ser aplicado nas refinarias”, diz o diretor da FUP Deyvid Bacelar.