Airbnb no IR 2026: guia rápido do Carnê-Leão para anfitriões

Anfitriões que recebem aluguel de pessoas físicas devem recolher imposto mês a mês; evite multas

Como declarar Airbnb no Carnê-Leão e garantir a isenção de até R$ 5 mil mensais

Como declarar Airbnb no Carnê-Leão e garantir a isenção de até R$ 5 mil mensais | Foto: Ilustração/IA

Alugar um imóvel ou quarto pelo Airbnb tornou-se uma das formas mais populares de renda extra no Brasil. No entanto, o que muitos anfitriões ainda ignoram é que o “Leão” não espera a declaração anual de abril para dar o bote. Se você recebe aluguel de pessoas físicas, a regra é clara: o acerto de contas deve ser mensal via Carnê-Leão. 

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Em 2026, o cenário mudou. Com a atualização das faixas de isenção e o início das fases de teste da Reforma Tributária, o contribuinte precisa estar mais atento do que nunca para não transformar o lucro da temporada em prejuízo com multas. 

A regra de ouro: o teto dos R$ 5 mil 

A grande novidade para este ano é a ampliação da faixa de isenção. Rendimentos de aluguel de até R$ 5.000,00 mensais agora estão isentos de Imposto de Renda

Atenção: Mesmo que você esteja abaixo dessa faixa, o registro no sistema do Carnê-Leão Web (via e-CAC) é altamente recomendável. Isso garante a origem lícita do recurso e facilita a importação dos dados para a Declaração de Ajuste Anual. 

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Como funciona o cálculo? 

Para quem ultrapassa o teto de isenção, o imposto é calculado com base na tabela progressiva, exigindo que o recolhimento seja efetuado via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)(código 0190) até o último dia útil do mês subsequente ao recebimento.

Dentro dessa estrutura, rendimentos mensais de até R$ 5 mil permanecem isentos, enquanto valores entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 contam com uma redução gradual na alíquota efetiva; já para ganhos que superam o patamar de R$ 7.350,00, as alíquotas variam de 7,5% a 27,5%, dependendo do montante total tributável. 

O que você pode e deve abater 

Um erro comum é declarar o valor bruto pago pelo hóspede. A Receita permite deduções que podem reduzir drasticamente a base de cálculo: 

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Taxa de serviço do Airbnb: Você só declara o valor que efetivamente cai na sua conta (líquido da comissão da plataforma). 

Despesas de custeio: IPTU e condomínio podem ser abatidos, desde que o ônus seja do locador. 

Manutenção e Limpeza: Gastos essenciais para a geração da receita, comprovados com nota fiscal, podem entrar no Livro Caixa. 

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O “Big Brother” Fiscal 

Não se engane a Receita Federal já possui convênios de compartilhamento de dados com plataformas de hospedagem. Desde 2021, o cruzamento de informações entre o CPF do anfitrião e os fluxos financeiros das plataformas é automático. Omitir rendimentos hoje é um convite para a malha fina. 

Reforma tributária: o que muda agora? 

Estamos em 2026, o ano do “test drive” dos novos impostos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Para o pequeno locador (pessoa física com até 3 imóveis e renda anual inferior a R$ 240 mil), o impacto imediato é quase nulo, pois as alíquotas iniciais são simbólicas (0,1% e 0,9%).

No entanto, o aluguel por temporada passou a ser equiparado a serviço de hotelaria, o que sinaliza uma tributação mais pesada para grandes operadores nos próximos anos.