O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) fecha o ano de 2021 com mais de R$ 190 milhões arrecadados em leilões de itens apreendidos de criminosos. Segundo o Ministério, o valor foi obtido com a venda de cerca de 4,3 mil lotes negociados em 240 leilões.
O montante alcançado no ano que se encerra é recorde e muito superior às somas obtidas nos anos de 2020 e 2019, que foram de R$ 40 milhões e R$ 4 milhões, respectivamente. O sucesso da arrecadação se explica pela possibilidade de envio de bens a leilão no decorrer do processo, prática que foi regulamentada dentro do pacote anticrime, que entrou em vigor em 2019.
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Do total arrecadado, em torno de R$ 62 milhões foram obtidos por meio de leilões de itens apreendidos de crimes relacionados ao tráfico de drogas. No que diz respeito aos estados, São Paulo contribuiu com R$ 12 milhões dos quase R$ 200 milhões arrecadados. No Estado, foram realizadas 21 disputas, nas quais foram vendidos 1061 bens entre veículos, eletrônicos e itens diversos. Desse montante, mais de R$ 11 milhões resultaram do leilão do patrimônio apreendido de crimes relacionados ao tráfico de drogas.
De acordo com o MJSP, os recursos arrecadados são destinados aos cofres públicos, com até 40% do valor retornando às polícias que apreenderam o patrimônio, para o fortalecimento das ações que resultam nas apreensões; e os outros 60%, quando oriundos de crimes relacionados ao tráfico de drogas, destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia projetos para reforçar a segurança pública, capacitação de agentes, aquisição de equipamentos, de tecnologias, e o combate às drogas no país.
