O atraso no Congresso pode adiar o aumento do meu salário em 2027? Entenda

O reajuste previsto para o próximo ano enfrenta um obstáculo burocrático com o atraso na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); entenda

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Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Um projeto de lei orçamentária foi enviado pelo governo federal dois meses atrás, projetando o salário mínimo de R$ 1.717 a partir de 1º de janeiro de 2027. O valor representa um aumento de R$ 96 (alta de 5,92%) em relação ao piso nacional de R$ 1.621 vigente em 2026.

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Contudo, o reajuste previsto para o próximo ano enfrenta um obstáculo burocrático em Brasília: o atraso na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A LDO orienta a elaboração do Orçamento da União. Pela Constituição, o texto deveria ter sido votado antes do recesso parlamentar de julho, mas a proposta (PLN 2/2026) segue estagnada na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O novo valor vem acompanhado de planejamento econômico governamental 

Para chegar no aumento, o planejamento econômico do governo adotou os seguintes parâmetros:

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  • Inflação estimada: 3,04%
  • Crescimento do PIB: 2,56%
  • Taxa de juros (Selic média): 10,55%
  • Cotação do Dólar: R$ 5,47

É importante ressaltar que por se tratar de uma projeção orçamentária, os índices podem sofrer ajustes até a aprovação final do Orçamento, acompanhando as oscilações da economia.

O atraso no Congresso pode adiar o aumento no meu bolso?

Dificilmente o reajuste deixa de valer em 1º de janeiro, mas o atraso cria riscos no serviço público.

Pela Constituição, o novo salário mínimo sempre entra em vigor no primeiro dia do ano. Porém, quando o Congresso deixa a votação do Orçamento para a última hora, podem acontecer cortes. Em votações feitas na correria de fim de ano, deputados e senadores costumam cortar verbas de serviços essenciais (como saúde, transporte e postos do INSS) para ajustar as contas às pressas.

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Além disso, se o Orçamento de 2027 não for aprovado até 31 de dezembro, o governo entra no ano novo sob “regime de recesso”. Isso significa que ele só pode gastar o mínimo básico para manter a máquina rodando, com possibilidade de atraso na liberação de novos benefícios, perícias do INSS e lote de restituições.

Existe algo que possamos fazer sobre isso? 

Se você quer cobrar agilidade e prioridade na votação das pautas do salário mínimo e do Orçamento, existem canais diretos e oficiais:

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  • Cobrar os parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO): A LDO está parada na CMO. Você pode enviar e-mails ou mensagens nas redes sociais dos deputados e senadores que fazem parte dessa comissão cobrando a votação da matéria.
  • Usar o Portal e-Cidadania (Senado): O site do Senado permite acompanhar a tramitação do PLN 2/2026 (a LDO), deixar posicionamentos e participar de consultas públicas sobre o projeto.
  • Canais do Alô Senado e Disque Câmara: É possível registrar manifestações, cobranças e sugestões de forma gratuita pelos telefones 0800 061 2211 (Senado) e 0800 061 0021 (Câmara).

Com as votações se aproximando, deputados e senadores acompanham de perto os comentários e cobranças em suas redes sociais oficiais. Cobrar posicionamento público sobre a garantia do salário mínimo é uma das formas mais diretas de gerar engajamento e cobrança.