Conheça o filme concorrente de ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar que foi filmado escondido

Por conta de seu conteúdo, o diretor foi condenado a oito anos de prisão e flagelação pelo regime, o que resultou em sua fuga para Alemanha

Quando sua arma de uso pessoal desaparece dentro de casa, o personagem desconfia de sua própria família e começa a agir de forma paranoica e autoritária

Quando sua arma de uso pessoal desaparece dentro de casa, o personagem desconfia de sua própria família e começa a agir de forma paranoica e autoritária | Divulgação

Um dos concorrentes de “Ainda Estou Aqui” nos indicados de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar de 2025, “A Semente do Fruto Sagrado” denuncia a censura e o abuso de poder da teocracia iraniana em uma produção potente e angustiante. O longa está disponível no Brasil no serviço de streaming da Amazon Prime Video e na Globoplay, para os assinantes do plano Telecine.

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Um filme adaptado do livro Nickel Boys está concorrendo em duas categorias no Oscar e inova ao colocar espectador na pele do protagonista.

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Dirigido pelo cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, “A Semente do Fruto Sagrado” precisou ser filmado de maneira escondida do governo e, por conta de seu conteúdo, o diretor foi condenado a oito anos de prisão e flagelação pelo regime, o que resultou em sua fuga para Alemanha.

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O título faz referência a planta figueira religiosa, uma árvore que cresce estrangulando a sua hospedeira – uma referência clara à maneira violenta como o regime iraniano abafa os protestos de seus cidadãos.

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Em “A Semente do Fruto Sagrado”, a história gira em torno da família de Iman (Missagh Zareh) e sua esposa Najmeh (Soheila Golestani), que tem duas filhas adolescentes Rezvan (Mahsa Rostami) E Sana (Setareh Maleki) e vivem em Teerã, capital do Irã. Quando o filme começa, Iman acaba de ser promovido a juiz investigador, o cargo que trabalhou a vida toda para ter.

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Apesar do novo cargo ser uma realização profissional e permitir com que Iman melhore as condições de vida de sua família, isso faz com que o personagem se envolva mais com as questões políticas do país.

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Além disso, a promoção coincide com uma onda de protestos em Teerã depois de uma jovem ser espancada até a morte pela polícia local. Isso faz com que aumentem o número de prisões, tornando o trabalho de Iman mais desgastante.

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Quando sua arma de uso pessoal desaparece dentro de casa, o personagem desconfia de sua própria família e começa a agir de forma paranoica e autoritária, desintegrando laços familiares.