Festival de Curitiba 2022 tem Emicida, Gerald Thomas e Guilherme Weber

Após ser adiado por conta da pandemia, evento deve ocorrer entre 28 de março e 10 de abril

Foto: Jef Delgado

Foto: Jef Delgado | JEF DELGADO

Depois de sucessivos adiamentos, cancelamento e até edição online, o Festival de Teatro de Curitiba, principal mostra de artes cênicas do país, se prepara para voltar à sua tradição anual de apresentações presenciais e, desta vez, celebrar o aniversário das três décadas que completa em 2022.

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Estreias, pré-estreias, remontagens, exposições, shows, oficinas, palestras, exibição de filmes, lançamentos de livros, debates e performances tomam conta da programação da 30ª edição do festival, que ocorre entre 28 de março e 10 de abril, na capital paranaense.

Entre os destaques, há a estreia de “G.A.L.A”, monólogo de Gerald Thomas que traz uma mulher, vivida por Fabiana Gugli, sozinha num barco à beira do naufrágio em tempos pandêmicos.

Ainda há as pré-estreias de “Tudo” -de Guilherme Weber, com três fábulas de comédia dramática– e “A
Aforista” -inspirado em Thomas Bernhard e com direção de Marcos Damaceno.
Peças que fizeram sucesso em edições anteriores retornam com nova roupagem. É o caso de “O

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Casamento”, da companhia Os Fodidos Privilegiados, “Conselho de Classe”, da Cia. dos Atores, e “Till, A Saga de um Herói Torto”, do Grupo Galpão.

Entre os musicais, há “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa”, uma adaptação do clássico de Clarice Lispector com trilha original de Chico César, e “Cordel do Amor Sem Fim”, com direção, cenário
e figurino de Gabriel Villela.

O festival traz ainda um show do rapper Emicida, que já estava previsto para acontecer na edição de 2020, e a mostra fotográfica “Viva! 30 Anos por Lenise Pinheiro”, que reúne mais de 400 imagens de todas as edições do evento, registradas pela fotógrafa, especializada nas artes cênicas.

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Outro destaque da edição é a criação de uma rede social voltada exclusivamente aos profissionais de teatro, que deve seguir mesmo após o fim da programação.

“O objetivo não é transmitir peças online, mas sim conectar desde os artistas até os fornecedores. É uma espécie de rede social do teatro brasileiro. Dá para armazenar conteúdos, trocar informações, se conectar”, afirma Fabíula Passini, diretora do festival.

Ainda segundo ela, a organização do evento está recebendo consultorias de biossegurança para garantir o bem-estar de todos os participantes e evitar o contágio pela Covid-19. Ela diz também que o retorno do festival é uma oportunidade de conhecer e celebrar sua história.

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“A partir do momento que as vacinas avançaram e as taxas de contágio diminuíram –apesar da ômicron, que esperamos que reduza até o fim de março–, começamos a planejar esse retorno, pensando na comemoração dos nossos 30 anos”, afirma a diretora.

Entre os artistas, há nomes como Mateus Solano, Vladimir Brichta, Júlia Lemmertz, Denise Fraga, Guta Stresser, Luís Melo, Deborah Colker, Denise Stoklos, Nicole Puzzi, Rosana Stavis e Edson Bueno.
“É uma programação de festividade. É feita para celebrar as pessoas que já passaram pelo festival e toda a memória dele que não está na internet”, afirma Passini.