Nascido e criado em Goiânia, o DJ Jiraya Uai colecionou milhões de seguidores e agora lança o seu primeiro álbum de estúdio nesta quarta-feira (3/6): “Cowboy Maluco”, que sai pela ONErpm. As pretensões é de se consolidar ainda mais no Brasil e buscar públicos internacionais.
Misturando batidas eletrônicas, funk, sertanejo, humor e uma estética inspirada no universo das festas de peão, Jiraya disse em entrevista à Gazeta que a sua identidade se reflete em seu novo trabalho, que definiu como um sonho realizado.
“A gente está lançando um álbum com as faixas de modão, com eletrônico, com o eletrofunk nostálgico. Se você ouvir, vai querer dançar”, garantiu o músico.
Virada de chave e público infantil
A carreira de Jiraya deu um salto durante a pandemia, mas foi com o hit “Olha o Trem”, que já soma mais de 60 milhões de visualizações, que ele mudou de patamar. Um ponto crucial em sua trajetória foi a decisão de apresentar músicas que toda a família pudesse curtir.
“Quando decidi virar a chave me chamaram de Xuxa do Eletrofunk, me me criticaram de toda forma. E hoje está dando certo”, relatou Jiraya.
A energia do palco é garantida pela inspiração em fenômenos populares como a Carreta Furacão, trazendo personagens e dançarinos que dão um tom de humor e alegria ao espetáculo. Ele também é apaixonado pela banda Mamonas Assassinas, que acabou inspirando o seu estilo.
Com quase 2 milhões de seguidores no Instagram e cerca de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify, o artista acumula apresentações em festivais como Henrique & Juliano Em Casa, Villa Mix, RAPMIX, Luan City e Universo Alegria, além de participações recorrentes em algumas das maiores festas de peão do Brasil, incluindo Barretos.
O DJ também foi citado pela revista House Mag como um dos grandes nomes do cenário atual e mantém agenda de shows esgotada até o fim de 2026.
Estilo, visual e tradição
Com um visual marcante que inclui chapéu de caubói, tatuagens e alargadores, Jiraya rompe caixinhas de gêneros musicais. Ele explicou que o uso de alargadores não é apenas estética. “É uma tradição indígena, da minha vó”, explicou.
Fora dos palcos, é um grande apaixonado por carros, sejam atuais, sejam nem tão novos assim. Ele possui uma garagem de customização em Goiânia, onde reforma modelos antigos.
“Os carros são o meu ‘hobbzinho’. Sempre joguei videogame Need for Speed, e falava “Mano, eu vou ter uma garagem um dia”, contou.
De Goiânia para o mundo
Após passagens por festivais gigantescos, Jiraya agora mira no mercado internacional. Ele já realizou turnês pela Europa em cidades como Londres (na Inglaterra) e Amsterdã (Holanda), e planeja levar seu som para os Estados Unidos.
Apesar do sucesso e de hoje gerenciar uma equipe grande, o artista garante que não esquece suas raízes simples.
“Eu morava na beirada do ‘corgo’ [córrego], sonhador, e ver isso tudo acontecendo é sem palavras” disse, ao lembrar dos tempos em que tocava para plateias vazias e enfrentava dificuldades financeiras. Hoje, tudo mudou, e ainda é só o começo.










