Jovem Guarda completa 60 anos e ganha exposição especial no MIS, em São Paulo

Mostra terá álbuns, pôsteres, fotografias, capas de revistas, matérias de jornais e itens pessoais de membros de um dos movimentos de maior impacto na cultura brasileira

Ingressos custam a partir de R$ 15

Ingressos custam a partir de R$ 15 | TV Record/Acervo MIS

Para celebrar os 60 anos da Jovem Guarda, movimento cultural que surgiu em um dos programas televisivos de maior impacto na sociedade brasileira, o Museu da Imagem e do Som (MIS), no Jardim Europa, em São Paulo, inaugurará a exposição “Jovem Guarda 60 anos”, na quinta-feira (27/2). 

Continua após a publicidade

Com curadoria de André Sturm, diretor-geral do MIS, a mostra terá com diversos álbuns, pôsteres, fotografias, capas de revistas, matérias de jornais e itens pessoais de alguns membros do movimento.

Os ingressos para “Jovem Guarda 60 anos” custam R$ 30 (R$ 15 a meia-entrada) e valem também para visitar a exposição “Ney Matogrosso”, que celebra os 50 anos de carreira do artista, que estará em cartaz no mesmo período.

Detalhes da mostra

Continua após a publicidade

Ao longo do percurso da exposição, dividida em sete espaços, o visitante poderá ver itens raros do movimento, como o disco lançado por Roberto Carlos com a canção “Splish Splash”, mesmo nome do LP, seu primeiro hit assumidamente rock ‘n roll. 

A mostra trará ainda trechos em vídeo e cartazes dos filmes da época, responsáveis por reforçar a estética geral do movimento, como a trilogia composta por “Roberto Carlos em ritmo de aventura” (1968), “Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa” (1970) e “Roberto Carlos a 300 km por hora” (1971), dirigidos por Roberto Farias.  
 
Trechos de entrevistas exclusivas com nomes como Martinha, Eduardo Araújo, Sérgio Reis, Jerry Adriani, Wanderléa e Luiz Ayrão concedidas ao programa de depoimentos “Notas Contemporâneas”, do MIS, também integrarão as galerias. 

A exposição é pautada na coleção do jornalista Washington Morais, um grande entusiasta do tema e detentor de um dos maiores acervos privados do Brasil sobre o período.

Continua após a publicidade

Ao longo dos últimos 30 anos, ele foi responsável por conectar todos os personagens envolvidos na produção musical das décadas de 1950, 1960 e 1970. Washington apurou com artistas, produtores e empresários todos os detalhes da fase, fazendo uma expressiva arqueologia histórico-social do movimento de música jovem no Brasil e no mundo. 

A Jovem Guarda – programa e movimento 
 
Conduzido por Wanderléa, Erasmo Carlos e Roberto Carlos, o programa “Jovem Guarda” estreou na TV Record em 1965.

Durante os anos em que ficou no ar, recebeu centenas de artistas, músicos, bandas e intérpretes de todo o Brasil, tendo em comum sua energia radiante e uma comunicação direta com a juventude nacional.

Continua após a publicidade

A “Jovem Guarda”, assim, extrapolou o programa de televisão e se transformou em algo muito maior: um movimento, capaz de pautar costumes, hábitos, moda e até uma linguagem própria, rapidamente absorvida e disseminada, com presença até hoje. 

“Não podíamos deixar passar esta data e celebrar os 60 anos desse movimento que marcou tanto a cultura brasileira, a Jovem Guarda”, afirma André Sturm, diretor-geral do MIS e curador da exposição.

“Tivemos a sorte de ter acesso ao acervo maravilhoso do Washington Morais, que nos permitiu oferecer ao público uma viagem no tempo, de volta ao coração desse momento tão dinâmico e eletrizante”, finaliza. 
 
Serviço | Jovem Guarda 60 anos
Quando?
A partir de quinta-feira (27/2) 
Horários: Terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 18h
Ingresso: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia); terças-feiras gratuitas; terceira quarta-feira do mês (parceria B3): ingresso gratuito, retirada apenas na bilheteria física do MIS no momento da visita. 
Classificação indicativa: Livre
Onde? Museu da Imagem e do Som – MIS – avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo