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Zuluzão durante entrevista à Gazeta | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
O rapper Zuluzão, um dos ícones das batalhas de MC no Brasil, revelou que deseja um dia apresentar um programa de entretenimento na TV aberta ou em plataformas digitais.
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“É meu sonho comandar um programa. Tenho 30 anos e sei que vou conseguir. O nome vai ser Domingão do Negão”, afirmou, confiante, em entrevista à Gazeta.
Segundo ele, a atração que tem na mente seria feita para todos os públicos. “A intenção é trazer uma cultura e uma expressão, nos domingos à tarde, de um programa feito por um homem preto dentro de uma grade de programação gigantesca. Sei que terei isso”.
Depois de se destacar nas batalhas de MC, Zuluzão também encontrou outros caminhos profissionais na comunicação profissionais pela comunicação. Hoje, ele comanda atrações em eventos como a NBA House no Brasil, da Freestyle Master Series (FMS), da Batalha da Aldeia (BDA) e da Urban Rooster, a maior comunidade de freestyle do mundo.
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Tudo isso sem abandonar as batalhas de rima – apesar de boatos de que ele se “aposentaria” da atividade. “Me recolhi para cuidar da mente e porque não dava para conciliar todos os trabalhos, mas já estou de volta”, contou.
Zuluzão teve uma série de perdas recentes de pessoas próximas, inclusive da mãe, dona Rosana, a quem descreve como a pessoa mais próxima de uma super-heroína que já conheceu.
Por outro lado, disse, empolgado, que está à espera do primeiro filho com a cantora e compositora Ornellas.
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Conhecedor da própria importância, o paulistano de Pirituba disse que se considera, sim, um dos nomes mais importantes das batalhas de MC - um dos movimentos culturais mais importantes do Brasil contemporâneo.
“Sou um dos agentes que mostra como o caminho das batalhas pode ser vívido, profissional e duradouro. Isso não tem preço”.
Na entrevista, o artista também revelou incômodo com a fama de “violento” que acabou ganhando mesmo sem qualquer registro de episódios do tipo. Está, porém, segundo ele, aprendendo a lidar com isso. “Sempre vão olhar para a gente [homens negros] desse jeito. Tem que jogar com isso ou a favor. Já me incomodei mais”.
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