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O time segue com a mesma dupla de pilotos, formada pelo hexacampeão Lewis Hamilton e por Valtteri Bottas
O time segue com a mesma dupla de pilotos, formada pelo hexacampeão Lewis Hamilton e por Valtteri Bottas
Foto: Reprodução/Instagram/Mercedes AMG-F1

Mercedes lança novo carro em busca de feito inédito na F-1

A equipe lançou o W11 com a expectativa de conquistar um feito inédito nos 70 anos de história do esporte: chegar a sete títulos consecutivos entre os construtores

Campeã invicta nos últimos seis anos na Fórmula 1, a Mercedes lançou nesta sexta-feira (14) o W11 com a expectativa de conquistar um feito inédito nos 70 anos de história do esporte: chegar a sete títulos consecutivos entre os construtores. O time segue com a mesma dupla de pilotos, formada pelo hexacampeão Lewis Hamilton e por Valtteri Bottas.

Depois da divulgação da pintura do carro na segunda (10), o lançamento do W11 em si ocorreu em evento simples em Silverstone, onde Bottas foi o primeiro a fazer um teste curto dos sistemas do carro, a exemplo do que a Red Bull também fez nesta semana.

A temporada 2020 tem tudo para ser marcante para Hamilton, que divulgou fotos de seu novo capacete, que será roxo: o inglês de 35 anos não só pode igualar a marca de sete títulos de Michael Schumacher, como também ultrapassar o alemão em número de vitórias e se tornar o piloto mais vencedor da história. O britânico começa o ano com 84 vitórias; o alemão conquistou 91 na carreira.

"Consegui caber no meu cockpit, então é um bom começo. Ano passado tive que emagrecer um pouco", lembrou o inglês. "Nesse momento do ano, você não sente tanta pressão. Você curte o momento porque são meses de trabalho colocados nesse carro e só nós dois vamos ter a sorte de pilotá-lo. É um privilégio estar nessa posição. É meu oitavo ano com a equipe, e a animação de todos é a mesma. Depois de ter tanto sucesso, seria fácil o pessoal se acostumar. Mas não é isso que eu vejo. Todos estão muito animados."

Hamilton, que também andou com o carro nesta sexta, disse esperar que seu companheiro, Valtteri Bottas, seja seu maior rival nesta temporada. O finlandês apareceu com seu visual normal, sem a barba usada em brincadeira nas mídias sociais nesta semana. "A barba estava enroscando no cockpit, então tive que raspar", brincou Bottas. "As férias são um bom momento para avaliar o que aconteceu e aprender com os erros. Então estou muito empolgado".

Já o chefe da equipe, Toto Wolff, tratou de não criar expectativas para mais um ano de sucesso da Mercedes. "É um dia muito importante para todos nós porque vemos a máquina pronta, na pista, pela primeira vez. Sucesso tem a ver com cumprir cada passo. Então hoje vamos checar o carro, os pilotos vão ter a primeira sensação com o carro. Depois vamos focar no teste e assim por diante. Não vamos focar em objetivos muito lá na frente."

Depois de ser alvo de uma série de boatos de que poderia deixar a categoria, a Mercedes anunciou duas parcerias tecnológicas - com a AMD e a Ineos - que confirmam sua permanência como equipe. A inclusão da marca da Ineos mexeu até na pintura do carro do time para este ano, que ganhou um toque de vermelho. A empresa atua em diversos mercados relacionados a produtos químicos. Já a AMD é da área de comunicação, substituindo o acordo anterior com a Tata Communications.

Como o regulamento técnico segue estável e os mesmos compostos de pneu serão usados neste ano, a Mercedes tem todos os motivos para chegar em 2020 otimista. Afinal, o time conquistou o campeonato do ano passado com três corridas para o fim, e Hamilton selou o título faltando dois GPs para a temporada acabar.

Wolff, no entanto, acredita que a estabilidade nas regras pode ser perigosa para a Mercedes, uma vez que "ela leva à convergência de performance, como já vimos em outros anos." De fato, a vantagem da Mercedes no começo de 2019 era muito maior do que na segunda metade do ano.

Para completar, o chefe da divisão de motores, Andy Cowell, revelou recentemente nas mídias sociais do time que os alemães "lutaram contra alguns problemas" durante os últimos meses. Ele se refere à unidade de potência, cujo desenvolvimento teve de ser acelerado depois que a Mercedes, que teve o motor mais potente nas últimas temporadas, arma importante para os títulos em sequência, foi ultrapassada no quesito pela Ferrari. "Fizemos melhorias em toda a unidade de potência, tanto do lado das recuperação de energia, quanto do motor a combustão. Tivemos muito trabalho para encontrar a especificação correta."

A expectativa do time é conseguir levar três carros para os testes de pré-temporada em Barcelona semana que vem (ainda que só seja permitido que um carro por equipe esteja na pista). Mas o carro que vai estrear na Austrália deverá ser muito diferente, uma vez que um extenso pacote aerodinâmico já está sendo preparado para a primeira corrida do ano, marcada para dia 15 de março.

*Por Julianne Cerasoli, da Folhapress

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