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O clube mineiro economizou R$ 25 milhões com a saída de funcionários
O clube mineiro economizou R$ 25 milhões com a saída de funcionários
Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Cruzeiro prevê déficit financeiro de R$ 143 milhões em 2020

A dívida mais preocupante do clube envolve processos na Fifa e supera os R$ 81 milhões

Em grave crise financeira, o Cruzeiro deve ter um déficit de R$ 143 milhões em suas contas na temporada. A previsão é dos membros do Núcleo Dirigente Transitório, grupo que assumiu a gestão do clube no fim de 2019 e que apresentou esse valor em reunião virtual com os candidatos às presidências da equipe e do seu conselho deliberativo.

O material foi publicado pelo Cruzeiro no portal da transparência do seu site oficial. A dívida mais preocupante do clube envolve processos na Fifa e supera os R$ 81 milhões. A apresentação indica que o clube precisará quitar R$ 36,6 milhões ainda no primeiro semestre deste ano, além de outros R$ 43,7 milhões no segundo. E ainda restará dívida de R$ 1,1 milhão para 2021.

Apesar da elevada dívida e da previsão de déficit de R$ 143 milhões, o Núcleo Dirigente Transitório aponta dados considerados positivos para o período em que está à frente do clube e que se encerrará em 31 de maio, data agendada para a posse do novo presidente.

O grupo destaca que o Cruzeiro tinha folha salarial de R$ 16 milhões mensais, valor que foi reduzido em 81%, para R$ 3 milhões. Porém, é necessário destacar que os jogadores que permaneceram no clube em 2020 aceitaram a redução salarial a partir de um acordo que lhes garantirá o recebimento dos valores suprimidos neste ano a partir de maio de 2021, quando o time espera estar de volta à primeira divisão nacional.

Além disso, jogadores como David, Ederson, Fabrício Bruno, Rafael, Thiago Neves e Fred acionaram a Justiça para deixar o Cruzeiro. E o grupo gestor estimou a perda de receita de R$ 60 milhões com a saída desses jogadores.

O material também aponta que o Cruzeiro economizou R$ 25 milhões com a saída de funcionários, R$ 1,2 milhão com as divisões de base, R$ 1,92 milhão com planos de saúde e seguros de vida e R$ 900 mil com linhas telefônicas.

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