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Imediações do estádio Allianz Parque foram tomadas por alviverdes
Imediações do estádio Allianz Parque foram tomadas por alviverdes
Foto: SE Palmeiras

Final da Libertadores é marcada por aglomeração durante e após o jogo

Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0 neste sábado; torcedores se reuniram em frente ao Allianz Parque

Horas após o Palmeiras se consagrar como vencedor da Libertadores, torcedores se reuniram em frente ao Allianz Parques, na zona oeste da capital paulista. Inúmeros alviverdes estavam sem máscara e não respeitaram o distanciamento social.

Mais de mil torcedores -a maioria jovens (inclusive crianças), sem máscara e sem respeitar qualquer distanciamento social- se reuniram no local. Por isso, foi montado um cordão com grades de ferro, o clube mobilizou uma equipe de seguranças e parte da avenida Marquês de São Vicente foi interditada.

Os presentes tiveram de aguardar até a madrugada, depois das 2h, para verem a chegada dos jogadores. Em um ônibus, eles passaram por uma fila de sinalizadores, fogos de artifício e bandeiras até entrarem na casa alviverde.

Inicialmente, o clube havia previsto um trio elétrico para a festa, mas cancelou os planos. Do lado de fora, foi possível ver um canhão de luz aceso dentro do CT e uma chuva de fogos nas cores do clube.
Depois, o elenco levou a taça da Libertadores até os portões e foi recebidos pelos fãs. A festa, que começou ainda antes da partida, por volta da hora do almoço, nos arredores do estádio, continuou madrugada adentro.

Também houve aglomeração no aeroporto de Guarulhos, onde o time desembarcou.

Além da aglomeração durante a comemoração, o Maracanã também palco de aglomeração de torcedores. Com cerca de 500 convidados, o estádio recebeu a maior aglomeração vista em um evento de futebol profissional no país desde que as torcidas foram vetadas.

Apesar de a partida não ter promovido venda de ingressos, a Conmebol (confederação sul-americana) aguardava até 5.000 pessoas no Maracanã, entre torcedores convidados pelos clubes, representantes de patrocinadores da entidade, jornalistas e funcionários, com a promessa de que medidas preventivas contra a Covid-19 seriam adotadas.

Na semana passada, decreto do governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, descartou venda de ingressos na final da Libertadores, mas liberou 10% da capacidade do Maracanã para convidados, além de profissionais credenciados.

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Porém, não foi o que se viu no Maracanã neste sábado. Os torcedores convidados –cerca de 500, de ambos os clubes– se aglomeraram assim que entraram no estádio.

Em vez de se espalharem pelo local, que tem capacidade para mais de 78 mil torcedores, palmeirenses e santistas ficaram concentrados de um lado das arquibancadas, apenas separados entre si.

Muitos tiraram a máscara para selfies, pulavam e cantavam. O ambiente da final é de uma partida de futebol com pouca torcida, não de um jogo sem público em meio a uma pandemia que já matou, até o momento, mais de 222 mil brasileiros e infectou 9,1 milhões.

Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, os organizadores pediram, por meio do sistema de som do estádio, que os torcedores colocassem as máscaras e respeitassem o distanciamento social. Não houve, porém, grandes mudanças de comportamento.

Nesta sexta (29), levantamento do consórcio de veículos de imprensa mostrou que o Brasil apresentou a maior média móvel de óbitos por Covid desde o início da pandemia. Nos últimos sete dias, foram 1.068 mortes diárias pelo novo coronavírus. Antes, a maior média era de 24 de julho, com 1.065 vidas perdidas.

Antes do jogo, do lado de fora, policiais e a vigilância sanitária fecharam bares nos arredores do estádio por encontrarem torcedores em pé. Vários grupos se juntaram para torcer, e o mesmo aconteceu em São Paulo e Santos.



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